quarta-feira, 30 de junho de 2010

Jovens médicos formados pelo ProUni derrubam preconceitos e são motivo de orgulho.

Para aquele que acha que político é tudo igual e não existe diferênça de governo ou de partido político, assista e reavalie o seu ponto de vista!



Visivelmente emocionado com a presença de 218 formandos em medicina que estudaram com bolsas do ProUni, o presidente Lula afirmou estar diante da foto de sua vida (ver vídeo acima), em cerimônia realizada nesta quarta-feira (30/6) em Brasília. Os jovens presentes, que se formaram superando preconceitos e todo tipo de obstáculo, são grande motivo de orgulho para qualquer governante, disse Lula durante o evento, que marcou o início do seminário Perspectivas Profissionais na Área de Saúde, realizada em Brasília.


Muitos criticaram o ProUni, afirmando que o programa nivelaria por baixo a educação brasileira, num preconceito injustificável, criticou o presidente, lembrando que uma avaliação feita pelo Ministério da Educação comprovou que alunos do ProUni tinham desempenho superior a outros estudantes universitários em 15 áreas avaliadas. “Eles foram precocemente rejeitados por uma parte preconceituosa da elite brasileira”, criticou o presidente.

"Não sei se até o dia 1º de janeiro vamos ter outra fotografia mais bonita do que essa para justificar a nossa passagem pelo governo. Porque o Brasil historicamente foi governado e pensado para atender uma pequena parcela da sociedade. Dava-se de barato que uma parte da sociedade tinha direitos e que poderiam fazer curso de doutorado, de graduação e de mestrado, e outra parte que estava predestinada a terminar o ensino fundamental, com muito custo fazer o secundário, e muito mais custo ainda arrumar um emprego". - Lula (PT)

Fonte: Blog do Planalto

Conselho Federal de Psicologia é contrário ao Projeto de Lei que trata do aumento do tempo de internação


O CFP se manifesta contrariamente ao Projeto de Lei 7008/2010, que trata do aumento do tempo de internação, e está na pauta da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, por entender que:

• O prazo máximo de três anos de internação, fixado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não é arbitrário, mas leva em conta o tempo de vida do adolescente;

• A resposta para o problema da violência deve ser socioeducativa e não criminalizante. Deve-se optar pela qualidade da medida socioeducativa e ampliar as medidas socioeducativas em meio aberto, por meio da municipalização. Essas medidas comprovadamente contribuem para evitar a reincidência. Deve-se garantir ao adolescente o acesso à escolaridade, à formação profissional e pessoal;

• A correta aplicação do ECA tem se revelado suficiente para combater o envolvimento dos adolescentes em atos infracionais. Entretanto, a grande maioria das atuais Unidades de Internação são comprovadamente ineficientes e ineficazes, uma vez que ferem o ECA, a resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e ainda não cumprem as normas estabelecidas pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). A superlotação, associada a falta de uma proposta pedagógica (re)educadora, a falta de formação continuada dos profissionais, contribuem para a imprecisa aplicação das medidas sócio-educativas;

• Defendemos a aplicação de direitos e garantias para todos, por meio da efetiva implantação do Sinase em todo o país e chamamos atenção para a co-responsabilidade de todos os parlamentares com a ampliação, e não contingenciamento, dos recursos públicos para as políticas destinadas a criança e ao adolescente.

Clique aqui e envie seu manifesto

Fonte: Conselho Federal de Psicologia

Anvisa exige que propaganda de alimentos alerte sobre riscos

Resolução publicada ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que em seis meses, no máximo, as empresas alterem a propaganda de bebidas com baixo teor nutricional e de alimentos com elevadas quantidades de açúcar, de gordura saturada ou trans e de sódio. O objetivo da agência é proteger os consumidores de práticas que possam, por exemplo, omitir informações ou induzir ao consumo excessivo.

“O consumidor é livre para decidir o que comer. No entanto, a verdadeira liberdade de escolha só acontece quando ele tem acesso às informações daquele alimento, conhece os riscos para a sua saúde e não é induzido por meio de práticas abusivas”, afirma a gerente de monitoramento e fiscalização de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado.

A nova resolução proíbe o uso de símbolos, figuras ou desenhos que possam causar interpretação falsa, erro ou confusão quanto à origem, qualidade e composição dos alimentos. Também será proibido atribuir características superiores às que o produto possui, bem como sugerir que o alimento é nutricionalmente completo ou que seu consumo é garantia de uma boa saúde.

Uma das grandes preocupações da Anvisa é proteger o público infantil, reconhecidamente mais vulnerável à propaganda. Por isso a resolução dá especial importância à divulgação dos perigos decorrentes do consumo excessivo de determinados produtos, como os alimentos que contêm muito açúcar e podem aumentar o risco de obesidade e de cárie dentária.

No caso dos alimentos sólidos, o alerta deverá ser veiculado quando houver mais de 15g de açúcar em 100g de produto. Em relação aos refrigerantes, refrescos, concentrados e chás prontos, o alerta será obrigatório sempre que a bebida apresentar mais de 7,5 g de açúcar a cada 100 ml.

Na TV, o alerta terá de ser pronunciado pelo personagem principal. Já no rádio, a função caberá ao locutor. Quando se tratar de material impresso, o alerta deverá causar o mesmo impacto visual que as demais informações. E na internet, ele deverá ser exibido de forma permanente e visível, junto com a peça publicitária.

Os alertas deverão ser veiculados, ainda, durante a distribuição de amostras grátis, de cupons de descontos e de materiais publicitários de patrocínio, bem como na divulgação de campanhas sociais que mencionem os nomes ou marcas de alimentos com essas características.

Fonte: Brasilia Confidencial

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sindicato da Saúde nunca viu hospitais que Serra diz ter construído em São Paulo


O Sindsaúde-SP (Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo) declarou-se na quarta-feira (23) à procura de oito dos dez hospitais que, pela propaganda eleitoral do PSDB e de José Serra, foram construídos pelo governo estadual entre 2007 e este ano.

“Que a gente saiba, tem só dois hospitais que daria pra chamar de novos: o Instituto do Câncer Octávio Frias (inaugurado em 2008, dentro do Hospital das Clínicas) e o Centro de Reabilitação Lucy Montoro (de 2009)”, afirma o diretor do Sindicato, Ângelo D’Agostini.

De acordo com o dirigente sindical, as peças publicitárias tucanas estão “bombando” a lista com instituições filantrópicas.

“São hospitais com quem o Governo Serra fez parceria, mas não são novos, apenas obras e instituições que o governo encampou. No máximo, o governo estadual pode ter reformado estes lugares.”

Outro dado artificial, segundo o sindicato, é o número de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) do Estado. A propaganda tucana promete que 40 unidades serão entregues à população até o fim deste ano.

“Não procede”, acusa o diretor do Sindsaúde.

“Se pegar a lista desses hospitais, não tem nenhuma AME novas, mas sim ambulatórios ou núcleos de gestão assistencial que já existiam e foram mexidos”, denuncia D’Agostini. Como exemplos de maquiagens nesse sentido, ele cita as AMEs das cidades de Votuporanga e de Marília.

“Eles só colocaram mais especialidades, reformaram e mudaram os nomes”.

Fonte: Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo 

Serra e sua aula magna sobre a gripe suína:

Quando a gente pensa que já viu de tudo, a gente se engana.

Olha a explicação do Ex-Ministro da Saúde José Serra sobre a Gripe Suína - ele entende tanto da saúde, como de administrar um estado! - confira:

Saramago, a luta continua!

Nos diversos passos da homenagem que constituiu o funeral de José Saramago, o Prémio Nobel da Literatura, aclamado por multidões de amigos e camaradas que entenderam a mensagem da sua obra de escritor comprometido com a sua época e com as lutas travadas pelos trabalhadores da sua Pátria, o grito de «Saramago, a luta continua!» cobriu protocolos e deu uma verdadeira dimensão, que perdurará, da ligação popular aos seus livros.

Cravos vermelhos, todos simbolizando a luta pela liberdade e a liberdade conquistada, recortes de jornais e de revistas, livros, a bandeira do PCP, sustentada pelas mãos dos seus camaradas que não vergam. Foi assim que muitos milhares de pessoas se despediram, domingo, no Alto de São João, em Lisboa, de José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, militante comunista desde 1969, Partido que ele quis que fosse o seu até ao fim da sua vida.

«Saramago, a luta continua!», foi a frase mais gritada por todos aqueles que se concentraram junto à entrada do crematório. Um clamor de vozes que foi crescendo. «O Saramago não tinha medo das palavras», dizia um entre muitos que ali se encontravam. Presentes, estiveram ainda vários escritores, artistas plásticos, músicos, o Primeiro-ministro e vários dirigentes políticos, com destaque para a comitiva do PCP composta por Jerónimo de Sousa, Vasco Cardoso, Armindo Miranda, Carlos Carvalhas, Carlos Gonçalves, Domingos Abrantes, Manuela Bernardino, José Capucho, Alexandre Araújo, Manuela Pinto Ângelo. No local encontravam-se ainda José Luis Centella, Secretário-geral do Partido Comunista de Espanha, Cayo Lara, Coordenador da Esquerda Unida, acompanhado por responsáveis de Organização e de imprensa.

Depois de encerradas as portas, reservando o espaço para a família e os amigos, continuou-se a ouvir, durante mais de 20 minutos, os aplausos e outras palavras sentidas: «Saramago, amigo, o povo está contigo».

Prosseguir o seu ideal

Palavras de luto, que se iniciaram logo pela manhã, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Lisboa, onde o corpo do Prémio Nobel, falecido na sexta-feira, aos 87 anos de idade, na Ilha de Lanzarote, esteve em câmara ardente.

«Permitam-me que vos transmita, em particular a Pilar del Rio e a toda a sua família, o sentimento de perda partilhado por muitos milhares de camaradas do meu Partido no momento da morte do camarada José Saramago. Deixou-nos de luto, a nós e ao povo português, em particular ao povo trabalhador de onde veio, a quem amou e foi fiel», afirmou, na ocasião, Jerónimo de Sousa, que destacou o «escritor» pela «sua vasta e singular obra literária» que «deu à língua portuguesa e a todos os povos que a falam um Prémio Nobel, com tudo o que ele significou de reconhecimento internacional, de admiração entre os trabalhadores da cultura, um pouco por todo o mundo, transformando-se num embaixador da cultura e da nossa língua».

«A sua obra e os seus principais dispositivos narrativos - um tipo de frase dita a vários, a expressão inovadora de um ritmo oral na escrita, um narrador que não se limitou a narrar mas a participar activamente, a restituir a história àqueles que são ignorados muitas vezes pela historiografia oficial, o seu questionamento, o seu espanto e indignação face às multifacetadas opressões no tempo que vivemos - são marcas impressivas do seu compromisso ético e político que, até ao fim da vida, o uniu aos explorados e oprimidos. Usando e desenvolvendo a sua obra para fazer humanos todos os sentidos do homem, pela sua vida perpassa o ideal de um protagonista de Abril, que encontrou no seu Partido, no PCP, que quis que fosse o seu até ao fim da sua vida, um ideal mais avançado», continuou.

«Um homem que acreditou nos homens»

O Secretário-geral do PCP salientou, de igual forma, que José Saramago «foi mais» do que «só um escritor maior da língua portuguesa», «foi um homem que acreditou nos homens, mesmo quando os questionava, que deu expressão concreta à afirmação de Bento de Jesus Caraça da aquisição da cultura como um factor de conquista de liberdade».

«José Saramago sabia que a sua obra e a sua luta seriam sempre algo inacabado. Mas que tinha valido a pena. Valeu sim! É por isso que, para além do sentimento da perda, lhe fazemos uma homenagem sincera que não se quedará neste dia e neste ano da sua morte, fazendo-o como melhor sabemos fazer: prosseguindo o seu ideal», frisou.

Após os discursos, que foram transmitidos na televisão, nas rádios e num ecrã gigante no exterior do edifício, onde se concentravam centenas de pessoas anónimas, a violoncelista Irene Lima, que envergava um vestido vermelho de Pilar del Rio, usado no dia em que José Saramago recebeu o Nobel, interpretou as peças «Sarabanda» - o «Canto dos Pássaros» de Bach. Marcaram ainda presença o Rancho dos Campinos de Azinhaga e a Banda Filármónica da Azinhaga, terra natal do escritor.

Fonte: Órgão Central do Partido Comunista Português

Esse é o nosso Deputado! Conheça um pouco da sua história.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Serra e Alckmin após pesquisa IBOPE

É com essa imagem de desespero, que a cúpula tucana recebeu a noticia da ultima pesquisa IBOPE.


Para o descontentamento da base empresarial, Serra e Alckmin estão sendo desmascarados pela população e uma possível preferência do eleitor em votar no ninho (sujo) tucano, diminui ao ponto que o eleitor é questionado sobre a gestão de sucateamento do estado feita pelo governo paulista em São Paulo e a gestão realizada pelo PT, no governo federal.

Como a base demo-tucana não acredita que José Pedágio Serra, irá alavancar (clique aqui para ver a matéria) e que a população não quer mais o modelo neoliberal de gerenciar o estado, Serra e Alckmin estão tomados pelo desespero de serem definitivamente excluídos da política nacional.....

Essa é a política antipopular de Serra: Projeto voltado ao transplante de médula óssea é vetado pelo governador tucano!

O Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Hamilton Pereira (PT) que visava instituir o Promedula (Programa Permanente de Transplante de Medula Óssea), foi apresentado à Assembleia Legislativa em 2004. Ele tinha como objetivo articular as atividades das instituições e órgãos públicos que atuam no Estado de São Paulo, nas várias etapas voltadas à realização do transplante de medula óssea, visando a orientação de doadores e receptores e a eficácia dos serviços disponíveis. Deveria ainda prover informações centralizadas e atualizadas aos profissionais de saúde, visando melhorar a qualidade do atendimento e do encaminhamento de doadores e receptores.

Além disso, ele mobilizaria e integraria os recursos institucionais, humanos, tecnológicos, administrativos, econômicos e financeiros para a ampliação do número de doadores e do atendimento à demanda e buscaria estimular a doação voluntária de medula óssea e do sangue do cordão umbilical e placentário, visando a ampliação das possibilidades de localização de doadores compatíveis.

Aprovado por unanimidade pela Assembléia Legislativa de São Paulo o projeto foi vetado pelo então governador José Serra. Em entrevista, o deputado Hamilton afirma que Serra fez guerra política, sem levar em conta interesses básicos da população. Confira abaixo a íntegra da entrevista:

O que é o Promedula? Quando o projeto foi apresentado?

O Promedula é um Projeto de Lei apresentado por mim em 2004. Deste ano, até 19 de março de 2008, tramitou por diferentes comissões da Assembleia Legislativa, sempre contando com o apoio de outros deputados, de todos os partidos. Neste dia, após a aprovação em plenário, por unanimidade, vários parlamentares, independente da sigla partidária, fizeram questão de subir à tribuna para me parabenizar. O Promedula (Programa Permanente de Transplante de Medula Óssea) iria articular as atividades das instituições e órgãos públicos que atuam, no Estado, nas várias etapas voltadas à realização do transplante de medula óssea, visando a orientação de doadores e receptores e a eficácia dos serviços disponíveis. Deveria ainda prover informações centralizadas e atualizadas aos profissionais de saúde, visando melhorar a qualidade do atendimento e do encaminhamento de doadores e receptores.

Além disso, ele mobilizaria e integraria os recursos institucionais, humanos, tecnológicos, administrativos, econômicos e financeiros para a ampliação do número de doadores e do atendimento à demanda e buscaria estimular a doação voluntária de medula óssea e do sangue do cordão umbilical e placentário, visando a ampliação das possibilidades de localização de doadores compatíveis. O programa quer, também, facilitar a busca e o acesso à captação, análise e localização de doadores compatíveis.

O Projeto também previa atividades de orientação e educação continuada sobre transplantes, doação e identificação de doadores para profissionais da área da saúde e a busca ativa de doadores, com os necessários exames de Antígeno Leucocitário Humano - HLA. Por fim, o programa deveria organizar cadastro centralizado de receptores, hemocentros, laboratórios e centrais de transplante, articulado com o sistema nacional.

Por que Serra vetou o projeto? Que argumentos ele apresentou?

A Assembleia Legislativa aprovou o projeto do Promedula por unanimidade, mas o então governador José Serra o vetou integralmente. As alegações são todas de caráter burocrático. Eu fiquei bastante decepcionado, pois é incompreensível que um ex-ministro da saúde vete um projeto de tal magnitude. Seus próprios companheiros de partido apoiaram unanimemente o Promedula. E alguns tempo depois, o ex-governador vetou outro projeto de minha autoria, também aprovado pela Assembleia, voltada ao atendimento integral aos portadores da Síndrome do Autismo. Acho que Serra fez guerra política, sem levar em conta interesses básicos da população. Só posso entender os vetos pelo fato de os projetos terem tido origem em um deputado da oposição, especialmente do PT. O ex-governador demonstrou mesquinharia política, incompatível com quem se pretende estadista.

O que o senhor pretende fazer agora? Uma iniciativa importante como esta não pode simplesmente ser deixada de lado.

Estamos em tratativas com a Secretaria Estadual da Saúde, para que o Promedula volte à discussão, talvez agora sob a chancela do Executivo e não mais como iniciativa da Assembleia Legislativa. Assim, se venceria um dos obstáculos alegados, que é a de “vício de origem”. Não me importo em perder a “paternidade” do Promedula, desde que o estado de São Paulo assuma o programa. O mesmo ocorre com o projeto de atenção integral aos portadores da Síndrome do Autismo. Ao lado disso, tenho incentivado, ao lado de uma ONG sorocabana, chamada Asa Morena, campanhas de cadastramento de potenciais doadores de medula óssea. O processo é muito simples, apenas um exame de sangue. Aí, os dados do potencial doador são arquivados e, caso seja encontrado um doente que necessite do transplante e seja compatível, ele é procurado para confirmar sua intenção do doar um pouco de sua medula e salvar uma vida.

Biografia

Hamilton Pereira é deputado estadual pelo PT e foi autor de vários projetos de lei, entre eles, o que visava instituir o Promedula (Programa Permanente de Transplante de Medula Óssea).

Fonte: Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo

Governos do PSDB multiplicaram praças e preços

O processo de concessões rodoviárias desenvolvido pelos sucessivos governos tucanos de São Paulo quintuplicou o número de praças de pedágio no estado. Em 1997, havia 40 praças – todas sob gestão estatal. Agora são 227 – e todas sob concessão privada. Significa que, em 13 anos, os governos do PSDB autorizaram a operação de 187 novos postos de cobrança. Só o Governo Serra autorizou, em três anos, o funcionamento de mais de 80 novas praças de pedágio.


Em abril, a Central Única dos Trabalhadores iniciou a campanha Movimento Pedágio Justo, contra o alto custo e o aumento de praças de pedágio. E um estudo realizado pela bancada do PT na Assembléia Legislativa mostrou que, para o usuário, o quilômetro das rodovias estaduais é o mais caro do Brasil e do mundo. O valor em São Paulo é, no mínimo, oito vezes maior do que o cobrado em estradas federais.

De acordo com as contas petistas, a proliferação de praças de pedágio “ocasiona alto custo para os usuários, que recebem nas altas tarifas o ônus pago pelas concessionárias ao Estado, o custo financeiro da antecipação de receita e a exigência de lucratividade maior nos contratos. O aumento provocado no valor dos fretes onera toda a economia paulista”.

As empresas de transporte de cargas estimam que os altos valores das tarifas vão comprometer, a partir do ano que vem, a melhoria provocada no trânsito pela abertura do trecho Sul do Rodoanel.

“Com pedágio a R$ 6,00, uma carreta de sete eixos vai gastar R$ 54,00. O motorista vai preferir embolsar o dinheiro e enfrentar o trânsito na Marginal Pinheiros e na Avenida dos Bandeirantes”, aposta o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região, Francisco Peluzio.

Segundo os cálculos dos transportadores, se este motorista fizer viagens diárias entre Ribeirão Preto e o porto do Guarujá vai gastar, em três ano, R$ 450 mil.

“Daria para ele comprar uma nova carreta”, avalia Peluzio.

Fonte: Brasilia Confidencial

quinta-feira, 24 de junho de 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nem aliados e nem FHC acreditam em SERRA - E olha que FHC está tentando ajudar heim!

FHC diz ter sérias dúvidas sobre vitória de Serra nas eleições.


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) confidenciou a interlocutor de sua mais absoluta confiança recentemente que tem sérias dúvidas sobre a possibilidade de José Serra (PSDB-SP) vencer a eleição presidencial, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta quarta-feira da Folha (a íntegra somente para assinantes do UOL e do jornal).

"E olha que estou tentando ajudar", disse o ex-presidente, atualmente em tour pelo exterior --com retorno previsto para o dia 2.

No início de junho, convocada por FHC, a cúpula do PSDB se reuniu em São Paulo para pregar uma correção de rumo da campanha de Serra à Presidência.

O risco de desgaste com a demora na definição da vice é alvo de apreensão do grupo. A falta de diálogo e recentes rompantes de Serra também estiveram em pauta. Todos cobram informações sobre a campanha.

A avaliação foi a de que Serra deveria dedicar mais atenção aos aliados e à montagem de palanques, em vez de desperdiçar energia com a rotina da campanha.

fonte: Estadão

Linguagem e medo global


Eduardo Galeano

Na era vitoriana, as calças não podiam ser mencionadas na presença de uma senhorita.


Hoje, não fica bem dizer certas coisas na presença da opinião pública. O capitalismo ostenta o nome artístico de economia de mercado, o imperialismo chama-se globalização.

As vítimas do imperialismo chamam-se países em vias de desenvolvimento, o que é como chamar de crianças aos anões.

O oportunismo chama-se pragmatismo, a traição chama-se realismo.

Os pobres chamam-se carentes, ou carenciados, ou pessoas de escassos recursos.

A expulsão das crianças pobres do sistema educativo é conhecida sob o nome de deserção escolar.

O direito do patrão a despedir o operário sem indemnização nem explicação chama-se flexibilização do mercado laboral.

A linguagem oficial reconhece os direitos das mulheres entre os direitos das minorias, como se a metade masculina da humanidade fosse a maioria.

Ao invés de ditadura militar, diz-se processo.

As torturas chamam-se pressões ilegais, ou também pressões físicas e psicológicas.

Quando os ladrões são de boa família, não são ladrões e sim cleptómanos.

O saqueio dos fundos públicos pelos políticos corruptos responde pelo nome de enriquecimento ilícito.

Chamam-se acidentes os crimes cometidos pelos automóveis.

Para dizer cegos, diz-se não visuais, um negro é um homem de cor.

Onde se diz longa e penosa enfermidade deve-se ler cancro ou SIDA.

Doença repentina significa enfarte, nunca se diz morte e sim desaparecimento físico.

Tão pouco são mortos os seres humanos aniquilados nas operações militares.

Os mortos em batalha são baixas, e as de civis que a acompanham são danos colaterais.

Em 1995, aquando das explosões nucleares da França no Pacífico Sul, o embaixador francês na Nova Zelândia declarou: "Não me agrada essa palavra bomba, não são bombas. São artefactos que explodem".

Chamam-se "Conviver" alguns dos bandos que assassinam pessoas na Colômbia, à sombra da protecção militar.

Dignidade era o nome de um dos campos de concentração da ditadura chilena e Liberdade a maior prisão da ditadura uruguaia.

Chama-se Paz e Justiça o grupo paramilitar que, em 1997, metralhou pelas costas quarenta e cinco camponeses, quase todos mulheres e crianças, no momento em que rezavam numa igreja da aldeia de Acteal, em Chiapas. O medo global

Os que trabalham têm medo de perder o trabalho.

Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho.

Quem não tem medo da fome, tem medo da comida.

Os automobilistas têm medo de caminhar e os peões têm medo de ser atropelados.

A democracia tem medo de recordar e a linguagem tem medo de dizer.

Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas.

É o tempo do medo.

Medo da mulher à violência do homem e medo do homem à mulher sem medo.

Fonte: Contexto Livre

Professores denunciam: reitor de Serra quer privatizar USP - E viva o neoliberalismo - essa tucanalha é fogo.

Chico defende trabalhadores da USP

Por uma universidade pública


FRANCISCO DE OLIVEIRA, PAULO ARANTES, LUIZ MARTINS e J. SOUTO MAIOR

O reitor da Universidade de São Paulo publicou neste espaço (“Mecenato e universidade”, 10/6) artigo com alguns argumentos que precisam ser democraticamente contrapostos. Para ele, os problemas da USP partem de uma razão econômica.

A saída que expõe é uma contradição em termos: o ingresso de dinheiro privado para a melhoria da universidade pública. Para proteger a universidade pública, que é melhor que a privada, diz que a universidade pública deve abrir suas portas para o dinheiro privado.

No fundo, o que a sua solução esconde é a tentativa de privatizar o ensino público. Ora, não se tendo conseguido fazer com que as entidades privadas prevalecessem no cenário educacional, busca-se fazer com que o ensino público forneça o material humano necessário para os fins da iniciativa privada.

A dificuldade econômica pela qual passa a universidade pública é fruto de uma negligência proposital do Estado com o ensino público, que se pretende compensar com o investimento privado.

Este último cria, na verdade, uma perigosa promiscuidade que desvirtua a razão de ser do ensino público, que deve se voltar para os problemas sociopolítico-econômicos gerais do país.

Mas mais grave ainda é a forma pela qual se vislumbra tal “parceria”. Na Faculdade de Direito, ela se fez para duvidosas reformas arquitetônicas que nada acrescentaram à melhoria do ensino. Além disso, para se chegar a tanto, foram desrespeitados diversos preceitos da ordem jurídica. O que o reitor chama de “modernização” constituiu grave ilegalidade.

Cumpre resgatar o respeito à ordem jurídica, ainda mais à luz do grotesco episódio de transposição dos livros das bibliotecas departamentais, da noite para o dia, para um prédio desprovido de condições, e cuja devolução ao local de origem, por determinação do Ministério Público, vem se arrastando há mais de três semanas…

Tais ilegalidades justificariam um processo de improbidade administrativa contra o reitor, que, além do mais, em entrevista recente à Rede Bandeirantes, referiu-se à USP, faltando com o decoro acadêmico mínimo, como “terra de ninguém”, “tomada por invasores” e “assemelhada a morros do Rio de Janeiro”, em vias de “virar um Haiti”.

O grande passo que precisa ser dado pela USP é a sua reestruturação, buscando a democratização interna e externa, mediante o voto universal, condição para uma estatuinte e um processo rumo à superação do vestibular, visando o acesso universalizado à universidade pública, tal como é no México e na Argentina há quase um século.

O reconhecimento republicano da igualdade de voto e de cidadania de professores, estudantes e trabalhadores supõe o respeito pleno às manifestações dos servidores que legitimamente lutam por direitos.

A reitoria afirma que os trabalhadores em greve estão cometendo uma ilegalidade e comete o abuso de cortar o ponto de mil servidores, mirando com suas punições principalmente alguns de menor salário.

Mas a greve é um direito fundamental consagrado e, sobretudo, se justifica quando os trabalhadores são atingidos, na sua concepção, por ilegalidades cometidas pelo empregador. Negar a greve como um direito e fixar represálias ou coações constitui, por si, um grave atentado à democracia.

Todos os que prezam o regime democrático devem se alinhar com os trabalhadores da USP, que fazem história com suas lutas, contribuindo vivamente para a democratização da universidade, tal como os operários do ABC que, nos idos de 1978-80, desafiaram publicamente a repressão e levaram à reconstrução da ordem jurídica do país.

Fonte: Paulo Henrique Amorim

terça-feira, 22 de junho de 2010

Brasil criou 1,26 milhão de empregos de janeiro a maio


CAROLINA CASCÃO

O Brasil gerou 298.041 empregos com carteira assinada em maio. Foi o melhor resultado para o mês de maio e o quarto melhor desempenho mensal do mercado de trabalho em toda a história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Nos primeiros cinco meses do ano, o número de novos empregos formais somou 1,26 milhão, mais da metade da meta de 2,5% milhões prevista para todo este ano.

O desempenho do mercado de trabalho entre janeiro e maio animou o ministro Carlos Lupi a aumentar a previsão do governo sobre a geração de empregos em 2010 e ao longo dos oito anos de Governo Lula. Segundo Lupi, a criação de empregos durante os dois mandatos de Lula deve chegar a 15 milhões. De janeiro de 2003 ao fim de maio de 2010 foram gerados 13.013.131 postos de trabalho.

O ministro acredita que a Copa do Mundo de futebol e as eleições vão aumentar o número de trabalhadores empregados.

“A Copa do Mundo e as eleições impulsionam a economia e criam empregos temporários e na indústria. Isso gera um efeito sazonal”, explicou.

Em maio, o setor Serviços contratou mais 86.104 trabalhadores. A agricultura empregou mais 62.247 pessoas e registrou a maior elevação do nível de emprego no mês dentre todos os setores e subsetores de atividade econômica. Esse desempenho, de acordo com o Ministério do Trabalho, está associado à interação entre fatores conjunturais e sazonais, estes relacionados às atividades de cultivo de cana-de-açúcar e café na Região Sudeste.

A Indústria de Transformação criou mais 62.220 postos de trabalho. E, pelo terceiro mês consecutivo, o setor Comércio apresentou desempenho recorde, com a geração de 43.465 empregos, sobretudo no segmento varejista.

Já a Construção Civil teve, em maio, o quinto mês consecutivo de geração recorde de empregos. Contratou quase 40.000 trabalhadores.

Fonte: Brasilia Confidencial