sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mais um intelectual de aluguel a favor da direita brasileira.



O PHA deu uma perfeita descrição desse pateta: "nihilista-hermético que esconde o pós-fascismo". O Contardo Calligaris é um cara que vive do dinheiro de madames endinheiradas que pagam para ele uma fortuna para vomitar nos ouvidos dele suas angústias de shopping center e academia de ginástica.

Acha que o mundo se resume a relação do "eu-consigo mesmo" e se sente orgulhoso em dizer que abandonou a política partidária por causa de uma única piada que não lhe caiu bem. É um tremendo boçal incapaz de ver um centímetro fora de si! Como se alguém participasse de um partido político para escutar piadas legais.

O cara vê o mundo pela ótica do Theodor Adorno. Precisa dizer mais alguma coisa? Um cara que se dizia revolucionário e que chamou a polícia em 68 para reprimir algumas garotas que, numa brincadeira, ficaram seminuas na sala de aula. Um cara que no auge do estado de bem-estar social europeu, não via nada além da sociedade administrada. Um crítico de música que só gostava de música classica germânica e achava que a música de Stravinsky e o Jazz representavam a regressão e a barbárie. Um cara incapaz de ver a complexidade do mundo e que taxava cada coisa por aquilo que julgava ser sua "essência", de preferência, uma essência bem ruim.

Copiando Adorno, Calligaris sai por aí vendo "a essência do nazismo" em tudo quanto é lugar. De preferência de modo a ajudar os tucanos. Em 2006, disse que a Marta era nazista só porque perguntou se o NunKassab era casado. Curiosamente, o boçal nunca viu um traço sequer de nazismo nas rampas anti-mendigo do Zé Pedágio, assim como Adorno, que vivia repetindo que a tarefa mais importante da humanidade era não permitir que Auschwitz se repetisse, mas silenciava enquanto ele se repetia na Palestina.

O pessimismo de Adorno, a gente até compreende. O sujeito era um alemão-judeu-marxista que teve que fugir da Alemanha nazista. Mas daí um pateta tupiniquim ficar repetindo essa lenga-lenga retrógrada, esse essencialismo retórico, elitista e autista, que acha que todas as relações do mundo podem ser entendidas por meio da simples transposição da relação dual do psicanalista com seu paciente, daí não dá! E esse paspalho ainda ganha dinheiro para isso. Mais boçal que ele é quem dá dinheiro para essa anta. Cancelem a Folha!

Fonte: Vendedor de Bananas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Filme: Só Deus poderia evitar as enchentes. - Com os atores, Pelego Kassab e José ditador.

Lula:Agradeço a Deus pelo 2º turno em 2006 e pela crise econômica


Na última reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que sua reeleição no segundo turno em 2006 provou que o Brasil tem maturidade política e que a crise econômica demonstrou fundamentos sólidos do país apesar de a oposição atribuir bons resultados do seu governo ao acaso e à conjuntura internacional.

Lula afirmou também que o último ano do seu segundo mandato terá de ser de mais trabalho porque "quando chegar 31 de dezembro de 2010 vamos comemorar um ciclo e nos preparar para um novo ciclo". O presidente já apontou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, presente na reunião do CDES, como sua favorita para sucedê-lo no Palácio do Planalto.

"Tem duas coisas que agradeço a Deus. Primeiro o segundo turno na eleição de 2006, porque se ganhasse no primeiro turno as pessoas ficariam remoendo. E outra é que foi preciso ter uma crise econômica para alguns perceberem que não era questão de sorte (a recuperação do Brasil). Era porque o país estava arrumado", disse Lula em discurso.

O presidente recomendou cautela em meio à euforia de gastos de fim de ano. "É só não ficar rasgando dinheiro, aplicando errado que tudo dá certo", comentou. Mas em seguida exaltou a perspectiva de empregos no Brasil no ano que vem. "O presidente Obama está comemorando a diminuição da queda do emprego nos Estados Unidos. Nós comemoramos aumento do emprego. E com viés de alta", afirmou.

Lula afirmou que 2010 será um ano mais difícil para a administração pública porque "antes o Brasil não tinha nada e não tinha muito com que se preocupar". "Agora temos poder de veto no FMI (Fundo Monetário Internacional). Agora nós temos um patrimônio. Por isso, passem bem o Natal, comprem todos panetones que quiserem comprar, mas no ano que vem se preparem. Vamos ter que trabalhar um pouco mais."

Em tom de brincadeira, o presidente criticou companheiros de governo que deixarão os cargos até março para disputar as eleições de 2010. "Não sei porque porcaria as pessoas querem se candidatar", disse ele, que antes de vencer as eleições presidenciais de 2002 perdeu três vezes consecutivas.

Fonte: UOL

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O verdadeiro Geraldo Alckimim e o jeito tucano de governar





Fazendas de tucanos são flagradas com escravos



Fiscalizações nas propriedades do deputado federal Urzeni Rocha (PSDB-RR) e do prefeito de Toledo (MG), Vicente Pereira De Souza Neto (PSDB), libertaram 47 de trabalho escravo. Quatro vítimas eram jovens com menos de 18 anos

Por Bianca Pyl

O deputado federal Urzeni Rocha (PSDB-RR) e o prefeito de Toledo (MG), Vicente Pereira De Souza Neto (PSDB), não têm em comum apenas o partido político tucano. Ambos foram flagrados explorando mão-de-obra escrava em Góias e Roraima, respectivamente. Ao todo, 47 pessoas foram libertadas de condições análogas à escravidão das propriedades dos políticos.

A primeira fiscalização aconteceu na Fazenda Santana, propriedade do prefeito do município mineiro localizada em Vianópolis (GO), região sudeste do Estado. A operação teve início no dia 13 de novembro e libertou 21 trabalhadores, incluindo dois adolescentes de 16 e 17 anos de idade.
Os trabalhadores foram aliciados no Maranhão pelos "gatos" (intermediários de mão-de-obra) Ésio de Jesus Rocha e Walter Moreira da Silva, há cerca de um mês. Os gatos recebiam 4% de toda a produção realizada pelos trabalhadores. Os empregados colhiam batatas.

Segundo as vítimas, um outro grupo de 20 trabalhadores também foi contratado irregularmente e transportado clandestinamente do município de Colinas (MA) para trabalhar na mesma fazenda. "As despesas de transporte foram pagas pelo "gato", que depois descontou R$ 180 do pagamento dos trabalhadores", conta Roberto Mendes, auditor fiscal da SRTE/GO que coordenou a ação. Desse grupo, só seis continuaram no local suportando as más condições de trabalho e alojamento. O restante retornou ao Maranhão.

O empregador não assinou a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) dos trabalhadores e nem tirou a Certidão Declaratória de Transporte de Trabalhadores no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que deve ser registrada na área de saída dos contratados. O documento é obrigatório para transportar empregados de um Estado para outro. A jornada de trabalho era exaustiva e os empregados não tinham descanso semanal. A colheita não era suspensa nem nos domingos e feriados. "A pausa para as refeições durava alguns minutos porque, após colhidas, as batatas não podem ficar expostas ao sol por muito tempo", detalha Roberto Mendes.

Os trabalhadores afirmaram que dormiam no chão e tinham que dividir as despesas com alimentação. Eles declararam ter passado fome. O alojamento era uma casa velha sem camas, colchões ou roupas de cama. Os trabalhadores dormiam em redes ou colchonetes velhos e sujos. A cozinha tinha apenas um fogão de duas chamas e uma mesa improvisada, sendo que os alimentos e panelas eram colocados no chão. Havia apenas um banheiro e um chuveiro para todos os trabalhadores.

Durante o dia, os empregados consumiam a água captada das torneiras do alojamento. Nas frentes de trabalho, Não havia água potável nem instalações sanitárias. O mato era usado como banheiro.

O empregador não fornecia equipamentos de proteção individual (EPIs) e a maioria trabalhava descalço ou de chinelos, sem luvas ou chapéus. O ônibus que transportava os trabalhadores não possuía certificado de inspeção e não tinha sequer carteira de habilitação para dirigir.

Após a fiscalização, foram emitidas Guias de Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado para as vítimas. O pagamento das verbas da rescisão do contrato de trabalho foi efetuado. A Repórter Brasil não conseguiu localizar o prefeito Vicente Pereira De Souza Neto (PSDB-MG).

Roraima


A fiscalização na Fazenda Paraíso, do deputado federal Urzeni Rocha (PSDB-RR), no município de Cantá (RR), foi motivada por uma denúncia de um trabalhador à Polícia Federal (PF). A operação ocorreu em 23 de novembro e contou com a participação da Superintendência Regional do Trabalho de Roraima (SRTE/RR), Ministéiro Público do Trabalho (MPT) e agentes da PF. Foram libertados 26 trabalhadores, incluindo quatro adolescentes, com idades entre 16 e 18 anos. A propriedade tem mais de 3,5 mil cabeças de gado.

Os empregados dividiam a água de um igarapé com os animais. "A mesma água era utilizada para beber, preparar as refeições e tomar banho", explica Gilberto Souza dos Santos, procurador do trabalho. De acordo com Mário Rocha, da SRTE/RR, a comida fornecida era de péssima qualidade e quando a fiscalização chegou ao local estava quase acabando.

Os trabalhadores eram responsáveis pelo roço de juquira - limpeza de terreno para a formação de pastagem para pecuária. "A maioria dos trabalhadores estava há pouco mais de um mês no local, sendo que o vaqueiro foi contratado há aproximadamente dois anos", relata Mário.

As vítimas moravam no município Iracema (RR), próximo a propriedade. Até a data da fiscalização, os empregados não tinham recebido nenhum pagamento. "O acordo com os empregados era o pagamento semanal, de acordo com a produção. Os trabalhadores estavam com medo de não receber, por isso decidiram aguentar a situação", relata o procurador Gilberto.

O empregador assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que se compromete a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos. "O valor será revertido para programas de alfabetização na região, já que os trabalhadores eram analfabetos. Foi o maior acordo realizado pela nossa Procuradoria [Regional do Trabalho da 11ª Região (PRT-11)] e tem um cunho pedagógico para o fazendeiro", explica Gilberto, do MPT.

A Repórter Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do deputado na Câmara e foi informada que ele ficará fora até terça-feira (8) e não havia possibilidades de entrevistá-lo. Detalhe: o deputado federal votou a favor da chamada "Emenda 3", incluída no projeto de lei da "Super Receita", que impedia que auditores fiscais do trabalho apontassem vínculos entre patrões e empregados quando de irregularidades. Graças ao veto à emenda, a fiscalização realizou com plenitude a sua atribuição na fazenda do político.

Repórter Brasil

Psicólogos internam o pitbul da Veja



Na sua edição de 18 de novembro, a revista Veja acionou o seu pitbul para atacar a 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que ocorrerá de 14 a 17 de dezembro. O panfleto da famíglia Civita nem sequer se dignou a informar aos seus leitores sobre o significado desta iniciativa. O silêncio da mídia sobre a Confecom é repugnante. Ao invés de informar, a revista preferiu rosnar e ninguém melhor (ou pior) do que o pitbul amestrado para isto. Basta lhe dar um osso!

No artigo “Porky’s contra a liberdade”, o colunista cometeu novamente seus exageros raivosos. “Um das propostas encaminhadas à Confecom pelo Conselho Federal de Psicologia é proibir a propaganda com pessoas de cabelos alisados”, ironizou. Ventríloquo de FHC, ele repetiu a besteira reacionária do “subperonismo lulista” para atacar a conferência, que só teria o apoio da “CUT, Abragay [haja preconceito!] e do Conselho Federal de Psicologia”. Ele também destila o seu ódio tacanho contra Franklin Martins e Dilma Rousseff.

“Interpretação desonesta”

As asneiras preconceituosas e reacionárias do pitbul da Veja desta vez, porém, não ficaram sem resposta. O Conselho Federal de Psicologia divulgou nota criticando o texto. Só faltou solicitar a imediata internação deste sujeito patético. Reproduzo abaixo a nota:

Apesar de lamentável, não causa surpresa a interpretação de Diogo Mainardi sobre os temas apresentados pelo Conselho Federal de Psicologia para debate na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, publicada na coluna de Mainardi na edição 2139 da revista Veja.

O CFP reafirma suas propostas, que têm como eixo a necessidade de controle público sobre os meios de comunicação, entendido não como censura, como sugere Mainardi, mas como a existência de mecanismos para que a sociedade tenha incidência sobre como a mídia, importante elemento na formação das subjetividades das pessoas na contemporaneidade, produz e reproduz idéias, comportamentos e visões de mundo.

No texto que recebe a interpretação distorcida de Mainardi, o CFP aponta o papel dos meios de comunicação no reforço de um padrão estético único, que busca anular as variedades de formas de ser, de parecer, delimitando as características físicas reconhecidas como legítimas. Padrões de beleza inalcançáveis geram conflitos, sofrimentos, baixa auto-estima, transtornos de toda ordem.

No que se refere à proposta do CFP para a discussão das relações entre mídia e trânsito, de fato o CFP questiona a ode da publicidade à velocidade, comprovadamente relacionada ao problema dos acidentes e mortes no trânsito. Também propõe que se debata o papel da mídia na construção social do predomínio do transporte individual sobre o coletivo – mais ambientalmente sustentável, mais viável para as grandes cidades, como é amplamente sabido. Infelizmente, o recorte escolhido pelo colunista apenas ironiza esta importante discussão, que ao cabo questiona o fato de a publicidade no Brasil ser auto-regulada, sem que haja qualquer mecanismo de participação da sociedade neste tema que a concerne.

Não fosse a conhecida má vontade do colunista com qualquer movimento social, seria possível achar que houve dificuldades de interpretação. Mas não nos iludiremos a este ponto. Críticas às propostas podem ser feitas e são bem vindas. Interpretações desonestas que visam a confundir os leitores só refletem a qualidade do jornalismo da grande mídia brasileira. Não era de se esperar outra reação de Mainardi e de Veja à Confecom.




Fonte:Blog do Miro

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Separação milionária



Mariane Vicentini diz que o governador usa o dinheiro da corrupção para construir patrimônio não declarado à Receita

No acordo extrajudicial, ela ficou com R$ 15 milhões. Depois se aliou a Roriz e agora diz que há mais a ser investigado


A atriz Mariane Vicentini, ex-mulher do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, não se surpreendeu com as denúncias e as imagens de corrupção que colocam seu ex-marido como o chefe da quadrilha do Mensalão do Demo.

“Ele se aliou a pessoas que são sujas e perigosas, e há muito mais para ser investigado” disse Mariane à ISTOÉ, referindo-se a Durval Barbosa (ex-secretário de Relações Institucionais), Marcelo Toledo (braço direito de Durval) e Fábio Simão (ex-chefe de gabinete).

Segundo a ex-mulher de Arruda, além do dinheiro entregue em espécie, o governador teria gastos pessoais pagos com dinheiro ilegal através de cartões de crédito usados por seus principais auxiliares. Ela se recorda, por exemplo, de uma viagem para Aruba e depois Paris, no final de 2006. “A viagem foi feita pouco antes da posse dele como governador.

Em Paris, nos hospedamos no hotel Plaza Athénée e todas as despesas foram pagas no cartão de Simão”, afirma. “O dinheiro tinha sido arrecadado junto a empresários que têm interesses no governo do DF.”

A ex-mulher acusa Arruda e seu grupo de estarem usando o dinheiro arrecadado na compra de propriedades e citou um haras nos arredores de Brasília. “Não sabia que Arruda gostava tanto de cavalos, mas soube que ele comprou um haras e recentemente deu de presente para nosso filho de quatro anos um cavalo puro-sangue”, lembra. De acordo com ela, nem todas as propriedades do governador estão em seu nome.

O casal se conheceu em 1990. Três anos depois, Arruda deu para Mariane um apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, e em 2000 os dois passaram a viver juntos em Brasília. No mesmo ano, ISTOÉ revelou que Arruda e ACM fraudaram o painel do Senado e ambos renunciaram.

Na ocasião, Mariane foi uma das poucas pessoas que ficaram ao lado de Arruda. A separação veio no início de 2007, meses depois da posse de Arruda como governador. No acordo da separação extrajudicial, Mariane recebeu cerca de R$ 15 milhões. Faz parte da pequena fortuna uma casa avaliada em R$ 2,8 milhões.

“A casa estava no nome de um construtor que tem contratos com o governo do Distrito Federal, foi transferida para os filhos mais velhos de Arruda e depois para mim”, conta Mariane. Em 2006, quando se candidatou ao governo, Arruda declarou à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$ 598 mil, composto de um apartamento em Brasília, um apartamento, uma casa e dois terrenos em Itajubá (MG), um OMEGA 2009, uma Ranger 2001 e um Gol 2001. “Muitas propriedades dele ficam em nome de laranjas e até de pequenos construtores”, diz a ex-mulher. “É só investigar que muita coisa pode vir à tona.”

Segundo Mariane, o esquema do governo de Arruda não difere do que funcionou em governos anteriores. Ela diz que, já durante a campanha, Durval, Simão e outros começaram a gravar Arruda e empresários para que depois de eleito o governador fosse obrigado a abrigar a quadrilha.

“Lembro que deixava os comícios para correr para casa e amamentar o nosso filho; enquanto isso, esse grupo alimentava a discórdia para provocar a minha separação, pois nunca o recebi em minha casa. Fui saber depois que, enquanto eu amamentava nosso filho, Arruda se encontrava com mulheres apresentadas por esses assessores que o gravavam e filmavam para chantageá-lo depois”, afirma. “Até o carro usado por Arruda na campanha foi todo grampeado pelo Simão.”

Mariane quer ser candidata a deputada federal e hoje está aliada ao ex-governador Joaquim Roriz, adversário de Arruda. Ela assegura, no entanto, que não tem nenhuma relação com o grupo de Durval e teme pelo futuro do ex-marido. “Ele pode até se suicidar. Não duvido disso. Na crise do painel do Senado, esteve próximo do suicídio. Seu comportamento é variável: ora eufórico, ora depressivo. Toma remédios controlados e pode acontecer uma tragédia”, conclui.

Na tarde da quinta-feira 3, Arruda lamentou as declarações feitas pela ex. Disse que não tem contato com ela há mais de três anos e entende que as afirmações feitas por ela são uma tentativa de politizar questões pessoais.


Fonte: Istoé
By: blog do Júlio Falcão

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública do Senado realiza enquete sobre PL do Ato Médico




A Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública (Sepop) do Senado Federal realiza enquete sobre o PL do Ato Médico.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) reafirma sua posição sobre o PL do Ato Médico (nº. 7703/06), questionando-o por manter, no texto aprovado pela Câmara dos Deputados em 21 de outubro, seu vício de origem, que é colocar em risco o cuidado integral à saúde preconizado pela Constituição Federal para o SUS, uma das grandes conquistas do povo brasileiro após a redemocratização do país.

A atenção à saúde deve continuar sendo realizada pelo conjunto de profissões da saúde, garantindo ao usuário do SUS a atenção multiprofissional e interdisciplinar e o direito a uma atenção à saúde que leve em conta as diversas determinantes dos processos de saúde e doença.

O Conselho Federal de Psicologia apoia a iniciativa de regulamentação profissional da medicina. Contudo, não se pode ferir a autonomia de outras profissões.

Participe e vote contra o engessamento do trabalho multiprofissional e interdisciplinar na saúde!

Para participar, clique aqui.

Fonte: Conselho Federal de Psicologia

sábado, 5 de dezembro de 2009

Intelectuais de aluguel



Acadêmicos amestrados


Por Idelber Avelar


Se um marciano aterrissasse hoje no Brasil e se informasse pela Rede Globo e pelos três jornalões, seria difícil que nosso extra-terrestre escapasse da conclusão de que o maior filósofo brasileiro se chama Roberto Romano; que nosso grande cientista político é Bolívar Lamounier; que Marco Antonio Villa é o cume da historiografia nacional; que nossa maior antropóloga é Yvonne Maggie, e que o maior especialista em relações raciais é Demétrio Magnoli. Trata-se de outro monólogo que a mídia nos impõe com graus inauditos de desfaçatez: a mitologia do especialista convocado para validar as posições da própria mídia. Curiosamente, são sempre os mesmos.


Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa cruzada contra as cotas raciais, escrever platitudes demonstrando que o racismo no Brasil não existe, construir sofismas que concluam que a política externa do Itamaraty é um desastre, armar gráficos pseudocientíficos provando que o Bolsa Família inibe a geração de empregos. Estará garantido o espaço, ainda que, como acadêmico, o seu histórico na disciplina seja bastante modesto.


Mesmo pessoas bem informadas pensaram, durante os anos 90, que o elogio ao neoliberalismo, à contenção do gasto público e à sanha privatizadora era uma unanimidade entre os economistas. Na economia, ao contrário das outras disciplinas, a mídia possuía um leque mais amplo de especialistas para avalizar sua ideologia. A força da voz dos especialistas foi considerável e criou um efeito de manada. Eles falavam em nome da racionalidade, da verdade científica, da inexorável matemática. A verdade, evidentemente, é que essa unanimidade jamais existiu. De Maria da Conceição Tavares a Joseph Stiglitz, uma série de economistas com obra reconhecida no mundo apontou o beco sem saída das políticas de liquidação do patrimônio público. Chris Harman, economista britânico de formação marxista, previu o atual colapso do mercado financeiro na época em que os especialistas da mídia repetiam a mesma fórmula neoliberal e pontificavam sobre a “morte de Marx”. Foi ridicularizado como dinossauro e até hoje não ouviu qualquer pedido de desculpas dos papagaios da cantilena do FMI.


Há uma razão pela qual não uso aspas na palavra especialistas ou nos títulos dos acadêmicos amestrados da mídia. Villa é historiador mesmo, Maggie é antropóloga de verdade, o título de filósofo de Roberto Romano foi conquistado com méritos. Não acho válido usar com eles a desqualificação que eles usam com os demais. No entanto, o fato indiscutível é que eles não são, nem de longe, os cumes das suas respectivas disciplinas no Brasil. Sua visibilidade foi conquistada a partir da própria mídia. Não é um reflexo de reconhecimento conquistado antes na universidade, a partir do qual os meios de comunicação os teriam buscado para opinar como autoridades. É um uso desonesto, feito pela mídia, da autoridade do diploma, convocado para validar uma opinião definida a priori. É lamentável que um acadêmico, cujo primeiro compromisso deveria ser com a busca da verdade, se preste a esse jogo. O prêmio é a visibilidade que a mídia pode emprestar – cada vez menor, diga-se de passagem. O preço é altíssimo: a perda da credibilidade.


O Brasil possui filósofos reconhecidos mundialmente, mas Roberto Romano não é um deles. Visite, em qualquer país, um colóquio sobre a obra de Espinosa, pensador singular do século XVII. É impensável que alguém ali não conheça Marilena Chauí, saudada nos quatro cantos do planeta pelo seu A Nervura do Real, obra de 941 páginas, acompanhada de outras 240 páginas de notas, que revoluciona a compreensão de Espinosa como filósofo da potência e da liberdade. Uma vez, num congresso, apresentei a um filósofo holandês uma seleção das coisas ditas sobre Marilena na mídia brasileira, especialmente na revista Veja. Tive que mostrar arquivos pdf para que o colega não me acusasse de mentiroso. Ele não conseguia entender como uma especialista desse quilate, admirada em todo o mundo, pudesse ser chamada de “vagabunda” pela revista semanal de maior circulação no seu próprio país.


Enquanto isso, Roberto Romano é apresentado como “o filósofo” pelo jornal O Globo, ao qual dá entrevistas em que acusa o blog da Petrobras de “terrorismo de Estado”. Terrorismo de Estado! Um blog! Está lá: O Globo, 10 de junho de 2009. Na época, matutei cá com meus botões: o que pensará uma vítima de terrorismo de Estado real – por exemplo, uma família palestina expulsa de seu lar, com o filho espancado por soldados israelenses – se lhe disséssemos que um filósofo qualifica como “terrorismo de Estado” a inauguração de um blog em que uma empresa pública reproduz as entrevistas com ela feitas pela mídia? É a esse triste papel que se prestam os acadêmicos amestrados, em troca de algumas migalhas de visibilidade.


A lambança mais patética aconteceu recentemente. Em artigo na Folha de São Paulo, Marco Antonio Villa qualificava a política externa do Itamaraty de “trapalhadas” e chamava Celso Amorim de “líder estudantil” e “cavalo de troia de bufões latino-americanos”. Poucos dias depois, a respeitadíssima revista Foreign Policy – que não tem nada de esquerdista – apresentava o que era, segundo ela, a chave do sucesso da política externa do governo Lula: Celso Amorim, o “melhor chanceler do mundo”, nas palavras da própria revista. Nenhum contraponto a Villa jamais foi publicado pela Folha.


Poucos países possuem um acervo acadêmico tão qualificado sobre relações raciais como o Brasil. Na mídia, os “especialistas” sobre isso – agora sim, com aspas – são Yvonne Maggie, antropóloga que depois de um único livro decidiu fazer uma carreira baseada exclusivamente no combate às cotas, e Demétrio Magnoli, o inacreditável geógrafo que, a partir da inexistência biológica das raças, conclui que o racismo deve ser algum tipo de miragem que só existe na cabeça dos negros e dos petistas.


Por isso, caro leitor, ao ver algum veículo de mídia apresentar um especialista, não deixe de fazer as perguntas indispensáveis: quem é ele? Qual é o seu cacife na disciplina? Por que está ali? Quais serão os outros pontos de vista existentes na mesma disciplina? Quantas vezes esses pontos de vista foram contemplados pelo mesmo veículo? No caso da mídia brasileira, as respostas a essas perguntas são verdadeiras vergonhas nacionais.


Essa matéria é parte integrante da edição impressa da Fórum de novembro. Nas bancas.


Idelber Avelar

Pelo Fim do Monopólio das Comunicações no Brasil.



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Estupro da Folha é outro tiro no pé



Neste sábado, dia 5, às 10 horas, o Movimento dos Sem Mídia (MSM) fará uma manifestação em frente ao prédio da Folha de S.Paulo (Rua Barão de Limeira, 425, centro da capital paulista), para protestar contra a publicação de um artigo leviano e irresponsável que acusou o presidente Lula de tentar “subjugar sexualmente” um jovem nos anos 1980. O artigo de uma página inteira, de autoria do ex-petista Cesar Benjamin, atual colunista da Folha, “foi forjado no ódio, na inveja e na covardia e é um estupro ao jornalismo”, afirma Eduardo Guimarães, presidente do MSM.

Sobre o artigo de Cesar Benjamin, que “estuprou” sua própria biografia de profundo conhecedor do Brasil e de intelectual brilhante, muitos já se pronunciaram criticamente – prefiro silenciar na tristeza por mais este ato instintivo e rancoroso. Sugiro apenas a leitura da resposta ponderada e firme do jornalista Gilberto Maringoni, publicada na Carta Maior. Membro do PSOL e crítico de esquerda do governo Lula, ele não poupou críticas ao texto do “Cesinha”, que estaria fazendo o jogo da direita brasileira às vésperas da sucessão presidencial. “Fico envergonhado com o papel que ele está desempenhando. Seu passado não merece isso. Mas a História irá julgá-lo”.

“Um horror” dos herdeiros de Frias

Já com relação ao jornal da famíglia Frias, a publicação do artigo sem qualquer apuração prévia ou rigor jornalístico liquida qualquer ilusão sobre o ecletismo da Folha. Após usar um ex-petista para desferir ataques pessoais ao presidente da República, ela mesma confessou sua leviandade, mas sem fazer autocrítica pública – talvez temendo processos jurídicos. Militantes que estiveram presos com Lula nos cárceres da ditadura, entre abril e maio de 1980, negaram taxativamente a história bizarra. Vale registrar a resposta íntegra de José Maria de Almeida, presidente do PSTU e outro crítico do governo Lula, que qualificou a insinuação de “baixaria”.

O reconhecimento cabal do “estupro” perpetrado pela Folha, porém, ocorreu com a entrevista de João Batista dos Santos, o ex-militante do Movimento pela Emancipação do Proletariado (MEP) que teria sido o alvo da “investida” de Lula na cela. Ele considerou “um horror” o artigo, disse que isso nunca ocorreu e lamentou a publicação do texto sem ouvir os envolvidos no caso. Por ironia da história, Santos trabalhou numa granja da famíglia Frias em São José dos Campos, no interior paulista, na década de 1990. Para ele, se Octavio Frias de Oliveira, o barão da Folha, estivesse vivo (ele faleceu em 2007), “esteve artigo não teria sido publicado”.

Credibilidade e tiragem em queda

Depois de cunhar a expressão “ditabranda” para se referir aos trágicos anos da ditadura militar e de publicar uma “ficha policial” falsa contra a ministra Dilma Rousseff, a Folha dá outro tiro no pé. A publicação do asqueroso artigo fere a pouca credibilidade que ainda resta a este veículo e poderá resultar em novas quedas da sua tiragem. Quando da “ditabranda”, o jornal perdeu mais de 3 mil assinantes, segundo fontes da própria empresa. Já no caso da falsa ficha policial, o jornal foi forçado a reconhecer timidamente o erro, temendo a abertura de um processo criminal.

Entre outros fatores, a perda de credibilidade do jornal da famíglia Frias ajuda a explicar a brutal queda da sua tiragem nos últimos anos. Segundo levantamento do IVC (Instituto Verificador de Circulação), a Folha é hoje o vigésimo quarto jornal em vendas avulsas no país, ficando atrás do Estadão (19º lugar) e de O Globo (15º lugar). Entre janeiro e setembro de 2009, ela vendeu em média 21.849 exemplares nas bancas. Uma tiragem pífia se comparada aos 489 mil exemplares vendidos em suas edições dominicais em outubro de 1996. Atualmente, o jornal só se sustenta graças à publicidade e à venda de assinaturas, que atinge basicamente a chamada classe média.

Com os “estupros” que a Folha insiste em praticar, a tendência é que a sua tiragem despenque ainda mais. O ato organizado pelo MSM poderá servir como mais uma pá de cal neste jornal leviano e golpista, que agride constantemente a democracia e a ética jornalística.

Por - Altamiro Borges

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Serra e seu ex-vice candidato a presidência. Já pensaram a dupla dinâmica no poder?




O resgate de um sonho



Sempre tive muito claro que mais do que as perseguições, prisões, tortura, censura e afins, a ditadura matou o sonho revolucionário de minha geração. O sonho do "dia que vem vindo em que o mundo vai virar", quando veríamos a "volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar" acordou numa triste realidade: o povo não estava nem aí com a ditadura. Estávamos enganados, uma vanguarda distante da realidade movida a sonho e esperança. A ditadura matou tudo. Quando ela acabou os tempos eram outros.

O povo continuava o mesmo povo, pobre e sofrido, mas não era mais motivo de preocupação. Povo ficou fora de moda, só usado nos momentos eleitorais. E veio Sarney substituindo a ditadura, Lula perdendo para Collor, Itamar abrindo caminho para FHC... Aquele que tinha sido literatura de axila nos meus tempos de Faculdade era Presidente da República, a esperança renascera. Mas já não era o mesmo sonho, o dele. O meu ainda era, embora eu não soubesse. Achava que morrera.

Até que de tanto insistir Lula ganhou.

Eu estava em Pelotas gravando A CASA DAS SETE MULHERES e meus amigos do PT de lá me convidaram para uma festa na Avenida Borges de Medeiros. Fomos, eu e alguns outros atores. Lembro-me que, apertado no carro cheio, pensei: será que vai dar certo? E me veio uma idéia maluca: se fosse para acabar com a miséria no Brasil, eu concordava em aumentar meu imposto de renda! Se Lula se preocupasse com os "menos favorecidos" seria o resgate do meu sonho.

Hoje, passados sete anos, acredito que isso aconteceu. Com os índices de "saídos da linha da miséria" que são milhões de patrícios agora participando ativamente e comendo seus pedaços do bolo da economia que, se na ditadura e nos governos anteriores também crescia, nunca era dividido. E com muita satisfação dos da "classe superior" que vende cada vez mais para esses novos consumidores, verdadeiros novos cidadãos brasileiros.

E as Universidades Federais que Lula criou? E as Escolas Técnicas Federais que, de um processo de extinção, foram multiplicadas? E as mil e vinte duas creches sendo construídas?

Isso é resgate do meu sonho.

Fiquei um mês fora do Brasil, nos Estados Unidos, Canadá e República Dominicana, pude notar uma coisa: hoje nosso herói internacional, o brasileiro mais conhecido lá fora não é mais o jogador de futebol, como Pelé, Ronaldo... É Lula, é o Mr. President! Quer orgulho maior para um ex-comunista? Ver como o "operário no poder" deu certo? E o comportamento de nosso Itamarati na crise de Honduras?

Recentemente, tivemos o Presidente de Israel, pela primeira vez em 43 anos, visitando o Brasil. Shimon Peres, premio Nobel da Paz, veio conversar conosco por que o Brasil hoje tem um papel considerável a desempenhar na eterna crise do Oriente Médio. Com sua indiscutível liderança internacional, com sua imensa capacidade de negociação e autoridade política conseguida na prática da Presidência, Lula pode mediar qualquer litígio entre nações.

Com a continuidade do Governo Lula garantida pela futura eleição da Ministra Dilma me vem uma sensação de que não foi à toa minha militância juvenil. Me abriu a cabeça para entender o momento histórico que vivemos, a Revolução sendo desenvolvida no dia a dia, no voto, na Paz e, porque não dizer, no Amor. Afinal de contas alguém já viu um Presidente da República mais apaixonado pelo seu povo?

Zé de Abreu é ator

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Diga não ao Ato Medí (co) ocre


Projeto de Lei do Ato Médico

No dia 22 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei do Ato Médico. De forma absurda, ele define quais atividades da saúde que serão exclusivas dos médicos e as que podem ser desempenhadas por outros profissionais, entre eles, nós, os psicólogos. Resumindo: o projeto restringe a atuação de outras profissões da saúde subordinando-as ao médico.

O SinPsi e o conjunto das entidades da psicologia se posicionam contrariamente ao Ato Médico que de modo autoritário e anacrônico passa a ditar como a saúde deve ser cuidada. Mais que prejuízo aos outros profissionais, o que está em risco é a própria sociedade. Todo o avanço no conceito de saúde e a consideração dos múltiplos fatores envolvidos fica perdido e o que passa a prevalecer é uma visão restrita a um determinado saber, o saber médico. Esse é um debate antigo e superado, ao menos até agora. O próprio SUS é organizado dentro de uma concepção de saúde e doença que considera inclusive os fatores sociais, ambientais e culturais. Mais do que ameaçar os 4 milhões de profissionais da saúde, a ameaça também se faz aos 191 milhões de brasileiros.

A nossa luta não é contra o trabalho médico. O que reivindicamos é que todos profissionais que atuam no âmbito da saúde possam trabalhar de forma sistêmica, garantindo a interdisciplinaridade necessária para uma compreensão abrangente e integral.

No campo prático há riscos enormes. O primeiro é o do aumento de custos, pela duplicação artificial de esforços e a necessidade desnecessária do controle do médico. O outro é da desorganização dos serviços públicos que deverão ser reestruturados para atender as exigências da lei. Também há a questão da escassez de médicos, principalmente na área de saúde mental, que será ainda maior já que tudo será feio por ordem e aprovação do médico.

Ainda há no projeto a exclusividade do médico para direção clínica de todos os equipamentos de saúde. Mais uma arbitrariedade que não encontra base na realidade e desrespeita todos os avanços dos últimos anos.

Caso o projeto entre em vigor, as pessoas que tiverem problemas que não precisam ser resolvido por um médico, como problema postural (fisioterapia), obesidade (nutricionista) ou um caso de sofrimento psíquico (psicólogo), terão que ir obrigatoriamente ao médico, pois ele passará a ser o único profissional autorizado a diagnosticar a prescrever tratamento em qualquer problema de saúde.

Sem autonomia no seu próprio campo de atuação, todos os profissionais serão apenas auxiliares dos médicos. Acontece que essas profissões, como a nossa, construíram seus saberes pela pesquisa e pela prática por séculos.

Devemos questionar os parlamentares se na hora que eles aprovaram o projeto, pensaram em questões como: será que todo o médico sabe o suficiente para determinar como será realizado o tratamento de todos os outros profissionais? Se a formação acadêmica de um médico englobasse o conhecimento técnico e prático de todas as outras 11 profissões de nível superior da área da saúde, porque essas profissões existiriam e teriam sido regulamentadas pelo pro lei federal?

Não podemos deixar a uma única profissão a tarefa de decidir sobre tratamento e cuidado. O Brasil não pode abrir mão do cuidado multidisciplinar.

ENTRE AQUI e mande uma mensagem para os senadores dizendo NÃO AO ATO MÉDICO.

Fonte: Sindicato dos Psicólogos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Lula, legitimado o filho do BRASIL



O filme, Lula o filho do Brasil, dirigido por Fábio Barreto, que terá a sua estréia Janeiro de 2010, começa a gerar incômodo em uma fatia elitista e conservadora da sociedade brasileira.

Com o argumento de campanha antecipada, a oposição e uma fatia pequena da alta burguesia usam o argumento de que o filme da história da vida de Lula é um pretexto para iniciar a campanha eleitoral de 2010.

Em desespero com os resultados positivos que o Brasil tem apresentado ao povo brasileiro e a todo o resto do mundo, factóides vêm sendo construídos para que a popularidade do presidente Lula e a avaliação do governo federal se fragilizem.

Tiro pela culatra

Os tablóides da direita brasileira se concentram e se organizam na tentativa de ludibriar a população e potencializar esses factóides, uma vez que através de números e dados não conseguem desgastar o governo que democratizou a participação popular, distribui renda mais que qualquer outro governo na história do país, tirando da linha da miséria mais de 32 milhões de brasileiros. Construiu 12 universidades federais, criou 11 milhões de empregos, incluiu 670 mil jovens na universidade através do PROUNI, pagou a divida externa, entre outras ações que hoje colocam o país na linha de desenvolvimento sustentável e com respeito internacional.

A história da vida de um menino pobre, que dedicou a sua vida à discussão coletiva e que, por reconhecimento da população brasileira, anos depois de ter sido preso e quase ter sido morto pelo DOI-CODE (Destacamento de Operações e Informações - Centro de Operações de Defesa Interna) na ditadura militar, virou presidente do país, legitima o roteiro e o título dado, não em homenagem apenas à pessoa de Lula, mais a toda uma geração de operários que lutaram, morreram e se dedicaram à construção desse país.

Factóides esses que são desconstruídos facilmente pela história, por serem argumentos frágeis, ilógicos e ideológicos, incoerentes com a realidade tanto do passado como a atual, até porque o mandato do presidente Lula acaba em 2010 e ele não é candidato a nenhum cargo eletivo.

O intelectual orgânico tira de cena a direita brasileira e, para desgosto da classe que sempre desprezou o Silva, nordestino e contrariador das estatísticas, e que foi legitimado pelo mundo como Lula, o filho do Brasil.

Por Lucio Costa.