INTOLERÂNCIA, PRECONCEITO, RAIVA - essas são as palavras usadas para expressar o desespero da elite brasileira, depois de um operário ter feito um governo PRA TODOS e do Brasil ter elegido a primeira mulher que dará continuidade por um Brasil mais justo e mais igualitário.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
ARNALDO JABOR TEM SEU DIA DE "LULA" – APANHA DA FOLHA, DA VEJA, E NÃO SUPORTA A CRÍTICA.
Jabor é um lixo como diretor de cinema, colunista, e ser humano.
Parece que o filme “A suprema felicidade” está se tornando a suprema decepção e inconformidade do seu autor Arnaldo Jabor com a crítica especializada.
A patética pergunta (Quem tem razão? A crítica ou o público?) do subtítulo de seu artigo de hoje em O Globo (Patrulhas ideológicas) dá bem a dimensão da maneira como Jabor reagiu mal à avaliação dos críticos de cinema ao seu trabalho.
Os críticos da “Folha” e da “Veja” disseram que o filme é “sem foco”, “acaba de repente”, e ainda que Jabor não é mais cineasta. Segundo Jabor, picharam, e falaram mal de seu trabalho.
E aí, o vivido Jabor não consegue entender, como um filme que já foi assistido por 180 mil pessoas, e algumas delas lhe enviaram até e-mail elogiando, é tratado assim, na base da “porrada”, como lixo, como se não tivesse nada de bom. Será que esse povo que elogia o filme é um bando de idiotas ? Ou será que a razão está com os minguados críticos, e aí, em palavras minhas, uns três ou quatro que cabem dentro de um fusca ?
E Jabor parte para o ataque aos seus críticos, rotula a eles de patrulheiros ideológicos e os acusa de invejosos, e de exercerem a crítica de forma “desonesta”, por inveja de alguém (dele) que é sucesso, no rádio e nos jornais.......
Jabor desaprendeu de ser vidraça, faz tempo que ele é pedra, e nas suas análises políticas sobre o governo Lula, ele foi sempre cruel, como ativo membro da patrulha da oposição. Jabor esqueceu que ele sempre rotulou de analfabetos, ignorantes, otários, os 97% dos brasileiros que dão ao governo Lula aprovação entre regular e ótimo, Jabor sempre fez parte dos 3% que se acham os “críticos sabidos e inteligentes”, os que cabem dentro do fusca e são os brasileiros que conhecem o que é bom para o Brasil. Jabor nunca reclamou da Folha nem da Veja, quando elas esculacharam Lula, o PT e Dilma Rousseff, aí Jabor gostou, aplaudiu e ajudou a “bater”.
Quando Lula reclamou de que parte da Imprensa só criticava seu governo, sem ver nada de bom nele, Jabor enxergou nisso uma “ameaça a liberdade de expressão e de imprensa”. Jabor, a imprensa e os críticos são livres para achar que seu filma é uma droga, é um direito deles dizer isso, respeite a opinião dos que assistiram e não gostaram.
Quem semeia vento, colhe tempestade. Quem com ódio, preconceito, má vontade, “Folha e Veja” fere, com isso e com muito mais, acabara sendo ferido.
Fonte: Blog do Capacete
Assista e preste atenção nos sentimentos que lhe despertam.
Os ricos querem paz para continuar ricos; nós queremos paz para continuar vivos!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Sai o Plano Nacional de Cultura
O Congresso aprovou nesta terça, 9, por unanimidade, o Plano Nacional de Cultura (PNC) em caráter terminativo - agora, só falta a sanção presidencial. Assim como outros planos de políticas públicas (Plano Nacional de Saúde e Plano Nacional de Educação), o PNC estabelece metas obrigatórias para os próximos dez anos na área cultural.
Dida Sampaio/AEJuca Ferreira, ministro da Cultura"É equivalente à carta de navegação para os marinheiros: traz as diretrizes para os governos estaduais e municipais e o governo federal, para que o fogo não seja reinventado todo dia", disse ontem, 20 minutos após a aprovação, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira. A derradeira aprovação do projeto de lei, na manhã de ontem, se deu por unanimidade na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.
Segundo o Ministério da Cultura, o projeto do plano foi concluído após consultas públicas, audiências e debates (muitos deles organizados pelo próprio Congresso) - entre eles a 1.ª Conferência Nacional de Cultura, Câmaras Setoriais, Fóruns e Seminários. Já o texto foi um trabalho em parceria entre os Poderes Legislativo e Executivo. Como é previsto na Constituição Federal (foi incluído na emenda constitucional 48, em 200), é decisivo na formulação de políticas públicas de longo prazo.
Segundo o texto, o plano inclui o seguinte: "Fortalecimento institucional e definição de políticas públicas que assegurem o direito constitucional à cultura; proteção e promoção do patrimônio e da diversidade étnica, artística e cultural; ampliação do acesso à produção e fruição da cultura em todo o território; inserção da cultura em modelos sustentáveis de desenvolvimento socioeconômico; estabelecimento de um sistema público e participativo de gestão, acompanhamento e avaliação das políticas culturais."
A aprovação do PNC chega num momento delicado para o Ministério da Cultura: a definição do nome que vai se manter à frente do MinC nos próximos quatro anos no governo Dilma Rousseff. Ministério alimenta expectativa, interna, de que Juca Ferreira seja reconfirmado no cargo, mas isso só será definido após regresso da presidente eleita de Seul. "O importante é que há um compromisso da presidente eleita com a área cultural. Ela participou, na Casa Civil, da formulação de todos os projetos do setor, que são programas do governo. O resto é política", disse o ministro.
Entre os projetos vitais para o MinC, em tramitação no Congresso, estão o ProCultura (que reforma a antiga Lei Rouanet e cria fundos de incentivo direto); o Vale Cultura (adoção de um vale, semelhante aos vales-refeição, que dará R$ 50 para os trabalhadores adquirirem ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros e outros produtos culturais); a criação do Sistema Nacional de Cultura (que formaliza a cooperação entre União, Estados e municípios); e a PEC 150, que estabelece piso mínimo de 2% do orçamento federal, 1,5% do estadual e 1% do municipal para a cultura. Juca Ferreira participou da criação de todos eles, primeiro como secretário executivo da gestão Gilberto Gil, depois como seu sucessor.
Pré-Sal. Juca Ferreira também lutou pela inclusão da Cultura no Fundo Social do Pré-Sal (projeto de lei 5940/09), que já foi aprovado com emendas no Senado Federal e retornou à Câmara dos Deputados para apreciação das modificações.
Outra legislação, essa mais polêmica, em exame no Congresso é o anteprojeto de lei que moderniza a Lei de Direito Autoral (Lei 9.610/1998), que tem como principal objetivo abarcar as questões autorais dentro da nova ordem digital. Combatido por setores da área musical, foi acusado de "dirigismo" por associações de classe.
Fonte: Estadão
Dida Sampaio/AEJuca Ferreira, ministro da Cultura"É equivalente à carta de navegação para os marinheiros: traz as diretrizes para os governos estaduais e municipais e o governo federal, para que o fogo não seja reinventado todo dia", disse ontem, 20 minutos após a aprovação, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira. A derradeira aprovação do projeto de lei, na manhã de ontem, se deu por unanimidade na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado.
Segundo o Ministério da Cultura, o projeto do plano foi concluído após consultas públicas, audiências e debates (muitos deles organizados pelo próprio Congresso) - entre eles a 1.ª Conferência Nacional de Cultura, Câmaras Setoriais, Fóruns e Seminários. Já o texto foi um trabalho em parceria entre os Poderes Legislativo e Executivo. Como é previsto na Constituição Federal (foi incluído na emenda constitucional 48, em 200), é decisivo na formulação de políticas públicas de longo prazo.
Segundo o texto, o plano inclui o seguinte: "Fortalecimento institucional e definição de políticas públicas que assegurem o direito constitucional à cultura; proteção e promoção do patrimônio e da diversidade étnica, artística e cultural; ampliação do acesso à produção e fruição da cultura em todo o território; inserção da cultura em modelos sustentáveis de desenvolvimento socioeconômico; estabelecimento de um sistema público e participativo de gestão, acompanhamento e avaliação das políticas culturais."
A aprovação do PNC chega num momento delicado para o Ministério da Cultura: a definição do nome que vai se manter à frente do MinC nos próximos quatro anos no governo Dilma Rousseff. Ministério alimenta expectativa, interna, de que Juca Ferreira seja reconfirmado no cargo, mas isso só será definido após regresso da presidente eleita de Seul. "O importante é que há um compromisso da presidente eleita com a área cultural. Ela participou, na Casa Civil, da formulação de todos os projetos do setor, que são programas do governo. O resto é política", disse o ministro.
Entre os projetos vitais para o MinC, em tramitação no Congresso, estão o ProCultura (que reforma a antiga Lei Rouanet e cria fundos de incentivo direto); o Vale Cultura (adoção de um vale, semelhante aos vales-refeição, que dará R$ 50 para os trabalhadores adquirirem ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros e outros produtos culturais); a criação do Sistema Nacional de Cultura (que formaliza a cooperação entre União, Estados e municípios); e a PEC 150, que estabelece piso mínimo de 2% do orçamento federal, 1,5% do estadual e 1% do municipal para a cultura. Juca Ferreira participou da criação de todos eles, primeiro como secretário executivo da gestão Gilberto Gil, depois como seu sucessor.
Pré-Sal. Juca Ferreira também lutou pela inclusão da Cultura no Fundo Social do Pré-Sal (projeto de lei 5940/09), que já foi aprovado com emendas no Senado Federal e retornou à Câmara dos Deputados para apreciação das modificações.
Outra legislação, essa mais polêmica, em exame no Congresso é o anteprojeto de lei que moderniza a Lei de Direito Autoral (Lei 9.610/1998), que tem como principal objetivo abarcar as questões autorais dentro da nova ordem digital. Combatido por setores da área musical, foi acusado de "dirigismo" por associações de classe.
Fonte: Estadão
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Derrotada, Globo recua e faz reportagem emocionada sobre Dilma
Depois de passar meses em intensa campanha contra a presidente Dilma Rousseff, a Rede Globo de Televisão tentou um fazer mea-culpa, já na noite de sua fatídica derrota eleitoral, com uma reportagem emocionada sobre os antepassados da presidente eleita. Da Bulgária, país natal do pai de Dilma, entrevistou parentes distantes e revelou o entusiasmo do país que vibra com a eleição de sua descendente no Brasil. Fica a pergunta: até quando vai durar a mea-culpa da Globo?
Fonte: O Vermelho
Fonte: O Vermelho
QUANDO O SER HUMANO SE COISIFICA
Por Ana Helena Tavares (*),
Sempre se soube que o preconceito nasce da intolerância humana. Talvez uma intolerância a si mesmo. Aquele que julga o outro inferior – por cor, origem, credo – só pode sofrer de séria crise de identidade. Quem se ama não tem porque odiar seu semelhante de forma gratuita e baixa.
Já está provado pela ciência – queiram os puristas ou não – que todos nós – paulistas e nordestinos, ricos e pobres, brancos e negros, judeus e palestinos – fazemos parte de uma só raça, maravilhosamente diversificada: a raça humana.
No entanto, na contramão da diversidade humana, muitos cientistas prometem, daqui a algum tempo, oferecer a possibilidade de que se determine, ainda na barriga da mãe, as características de um ser humano, podendo-se, assim, “montar” um filho idealizado segundo a visão de seus pais. Isto pode trazer sérias conseqüências.
Fazer com que o ser humano já nasça perfeito seria criar super-homens para matá-los pela própria perfeição. Ser perfeito é sinônimo de não ter desafios a superar. Não ter desafios a superar é sinônimo de morrer em vida.
Sendo assim, quem vai querer ter em casa grandes gênios e beldades? Só mesmo os insensatos... Que passarão a discriminar o restante.
Ops... Passarão? Estaríamos, com isso, entrando num nazismo disfarçado ou já viveríamos nele?
Recentemente, no dia seguinte à eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher presidente do Brasil, uma onda de ódio xenófobo invadiu o badalado Twitter, provando que parte inominável do ser humano não se guia pela ciência, mas, sim, por seus mais sórdidos instintos. Não digo instintos animalescos, porque o reino animal é formado por seres bem mais dignos de admiração do que os neonazistas de plantão.
Se pudessem, promoveriam um verdadeiro darwinismo social – em que o voto dos paulistas de olhos claros teria peso dois em detrimento dos de “cabeça chata”.
Esquecem, por cegueira de alma, que foram e são os de “cabeça chata”, os negros e as mulheres – ah, as mulheres – que construíram e constroem este país com sangue e suor.
Ignoram, por opção mesquinha, que, um dia, poderão estar sós e, se apenas a mão calejada de um nordestino lhes oferecer abrigo, terão que implorar que nem o gafanhoto à formiga: “Deixe-me entrar?”.
Desconhecem, por desconhecimento mesmo, que não estariam teclando tanta asneira em seus computadores se um filho de carpinteiro (Thomas Edison) não tivesse inventado a luz elétrica.
Querer que o outro seja, pense e aja de acordo com interesses pessoais é querer brincar de Deus. É, enfim, coisificar-se, negando sua própria essência.
*Ana Helena Tavares é jornalista por paixão, escritora e poeta eternamente aprendiz. Editora-chefe do blog "Quem tem medo do Lula?".
Fonte: Ousar Lutar
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Terapia precoce pode ajudar a prevenir autismo
Três anos se passaram desde que Diego recebeu o diagnóstico de autismo, aos 2 anos de idade. Desde então, sua mãe Carmen Aguilar já fez incontáveis contribuições para as pesquisas sobre a síndrome.
Ela doou todos os tipos de amostras biológicas e concordou em manter um diário de tudo o que come, inala ou esfrega na pele. Uma equipe de pesquisadores presenciou o nascimento de seu segundo filho, Emilio. A placenta, algumas amostras de tecido da mãe e as primeiras fezes do bebê foram colocados em um recipiente e entregues para serem analisados.
Atualmente, a família participa de outro estudo: uma iniciativa de vários cientistas norte-americanos que buscam identificar sinais de autismo em crianças a partir dos 6 meses (até hoje, a síndrome não pode ser diagnosticada de forma confiável antes dos 2 anos de idade). No Instituto MIND , no Davis Medical Center da Universidade da Califórnia, os cientistas estão observando bebês como Emilio em um esforço pioneiro para determinar se eles podem se beneficiar de tratamentos específicos.
Assim, quando Emilio mostrou sinais de risco de autismo na sua avaliação de 6 meses – não fazia contato visual, não sorria para as pessoas, não balbuciava, mostrava interesse incomum por objetos – seus pais aceitaram de imediato o convite para que ele participasse de um programa de tratamento chamado “Infant Start”.
O tratamento consiste de uma terapia diária, chamada “Early Start Denver Model” (ESDM), baseada em jogos e brincadeiras. Testes aleatórios têm demonstrado que a técnica melhora significativamente o QI, a linguagem e a sociabilidade em crianças com autismo. Além disso, os pesquisadores dizem que quanto antes tiver início o tratamento, maior será potencial de sucesso.
"No fundo, o que podemos fazer é evitar que uma certa proporção de autismo ocorra," explica David Mandell, diretor adjunto do Centro de Pesquisas de Autismo do Hospital Pediátrico da Filadélfia. "Eu não estou dizendo que estas crianças estão sendo curadas, mas podemos estar alterando suas trajetórias de desenvolvimento ao intervir precocemente, para que elas nunca sigam o caminho que leve à síndrome. É impossível conseguir isso se ficarmos esperando o completo surgimento da doença."
Observação e interação
Sally Rogers, a cientista do Instituto MIND que acompanha a família Aguilar, conta que já enfrentou muitos desafios na adaptação da terapia de crianças de mais de um ano para os bebês. Mesmo os bebês com desenvolvimento normal para a idade ainda não podem falar ou gesticular, muito menos fingir.
Rogers pede que os pais prestem atenção no balbuciar e nas interações sociais simples que ocorrem durante as rotinas normais de alimentar, vestir, dar banho e trocar o bebê.
Durante a primeira sessão com Emilio, de 7 meses, Sally demonstrou aos pais Carmen e Saul jogos de esconde-esconde, cócegas e outras brincadeiras de interação com pessoas. Ela falou sobre as 12 semanas seguintes e como eles fariam para que Emilio trocasse sorrisos, atendesse pelo nome e balbuciasse, começando com uma única sílaba ("ma"), depois passando para duas ("gaga") e mais adiante para combinações mais complexas ("maga").
"A maioria dos bebês vem ao mundo com uma espécie de ímã embutido que atrai as pessoas", explica Sally. "Uma coisa que sabemos sobre o autismo é que ele enfraquece esse ímã. Não é que não se interessem, mas eles têm um pouco menos de atração pelas pessoas. Então, como podemos aumentar nosso apelo magnético para chamar sua atenção? "
A lição número um foi o contato visual. Sally pediu que os pais se revezassem para brincar com Emilio, incentivando-os a ficar cara a cara com o bebê e permanecer na sua linha de visão. Carmen Aguilar inclinou-se sobre o cobertor azul e sacudiu um brinquedo. "Emilio? Onde está o Emilio?"
Do outro lado do espelho de duas faces, um pesquisador acompanhava a sessão e um assistente monitorava três câmeras de vídeo na sala. Sally Ozonoff, que foi a primeira a escolher Emilio para o estudo, parou para observar.
"Ele está olhando apenas para o objeto, embora o rosto de sua mãe esteja a oito centímetros de distância", disse ela. "Ele tem um rosto muito sóbrio e tranquilo".
Saul Aguilar foi o próximo a tentar. Ele colocou Emilio em uma cadeira vermelha feita de um saco de sementes e dobrou os lados sobre o bebê. "Chuá, chuá, chuá!", fez Saul. Nenhuma resposta.
Ele levantou Emilio para cima de sua cabeça e imitou um avião. Emilio olhou para o teto.
Então Saul colocou o bebê de volta na cadeira e pegou um lobo de pelúcia. Pôs o lobo sobre a cabeça e deixou-o cair em suas mãos. "Pschooo! Uuooó!” Finalmente, Emilio olhou. "Isso foi ótimo", disse Sally Rogers ao pai do bebê. "Você colocou o brinquedo sobre a cabeça e ele foi atraído para o seu rosto. Você usou o brinquedo para melhorar a interação social. Ao trazê-lo até o seu rosto, Emilio percebe você."
Cérebro e vivências
Embora as causas do autismo ainda sejam um mistério, os cientistas concordam que existe algum fator genético ou biológico envolvido. Tratamentos experimentais como o “Infant Start” visam abordar o ambiente social em que o bebê vive, para descobrir se as mudanças em casa podem alterar o desenvolvimento biológico da doença.
"As experiências formam os cérebros dos bebês de uma maneira muito física", explica Sally. "As experiências determinam as sinapses; algumas são construídas e outras são dissolvidas."
Na teoria, se um bebê prefere objetos em vez de rostos, uma "cascata de desenvolvimento" pode começar: os circuitos cerebrais que nasceram para a leitura facial são usados para outro fim, como o processamento da luz ou de objetos. Assim, os bebês perdem a capacidade de entender os sinais emocionais transmitidos pela observação de expressões faciais. Quanto mais tempo o cérebro de um bebê seguir este curso de desenvolvimento, mais difícil torna-se a intervenção.
Entretanto, o esforço de frear o autismo através de intervenções antecipadas apresenta um problema científico.
Como não existe um diagnóstico formal de autismo antes dos 2 anos, é impossível distinguir entre os bebês que são ajudados pela intervenção e os que jamais teriam desenvolvido autismo. Os pesquisadores precisam obter uma série de avanços com bebês como Emilio antes de fazer um estudo aleatório, comparando os bebês que recebem o tratamento com aqueles que não o recebem.
Os pais de Emilio estão felizes por seu filho participar da primeira fase do programa piloto. Eles viram o filho mais velho, Diego, progredir tanto na terapia comportamental entre as idades de 3 e 5, que ficam muito esperançosos com o que poderá acontecer com o mais novo.
Saul Aguilar largou o emprego em uma empresa de telecomunicações para cuidar de Emilio e trabalhar em seus objetivos todos os dias. Carmen Aguilar havia deixado seu emprego de assistente social quando o primeiro filho recebeu o diagnóstico. Mas os planos para o futuro tiveram que ser revistos depois da avaliação de 6 meses de Emílio.
"Eu sou a primeira pessoa da minha família a ir para a universidade," diz Carmen Aguilar. "Meu pensamento foi: 'agora já preparei o futuro de meu filho." Mas, depois de saber que Emilio também pode ter autismo, ela diz que "você para de olhar para tão longe no futuro; somos forçados a pensar um dia de cada vez."
Fonte: IG
No ano passado, o então governador de São Paulo, José Serra, vetou o projeto de lei 266/2009, voltado para defenição e diretrizes de uma política de diagnóstico precoce e tratamento dos sintomas da Síndrome do Autismo no âmbito do Sistema Único de Saúde, se mostrando incensivel com a questão, uma vez que o projeto proposto pelo deputado, foi aprovado por todos os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo. Confira aqui o veto. Confira aqui o projeto de lei.
Ela doou todos os tipos de amostras biológicas e concordou em manter um diário de tudo o que come, inala ou esfrega na pele. Uma equipe de pesquisadores presenciou o nascimento de seu segundo filho, Emilio. A placenta, algumas amostras de tecido da mãe e as primeiras fezes do bebê foram colocados em um recipiente e entregues para serem analisados.
Atualmente, a família participa de outro estudo: uma iniciativa de vários cientistas norte-americanos que buscam identificar sinais de autismo em crianças a partir dos 6 meses (até hoje, a síndrome não pode ser diagnosticada de forma confiável antes dos 2 anos de idade). No Instituto MIND , no Davis Medical Center da Universidade da Califórnia, os cientistas estão observando bebês como Emilio em um esforço pioneiro para determinar se eles podem se beneficiar de tratamentos específicos.
Assim, quando Emilio mostrou sinais de risco de autismo na sua avaliação de 6 meses – não fazia contato visual, não sorria para as pessoas, não balbuciava, mostrava interesse incomum por objetos – seus pais aceitaram de imediato o convite para que ele participasse de um programa de tratamento chamado “Infant Start”.
O tratamento consiste de uma terapia diária, chamada “Early Start Denver Model” (ESDM), baseada em jogos e brincadeiras. Testes aleatórios têm demonstrado que a técnica melhora significativamente o QI, a linguagem e a sociabilidade em crianças com autismo. Além disso, os pesquisadores dizem que quanto antes tiver início o tratamento, maior será potencial de sucesso.
"No fundo, o que podemos fazer é evitar que uma certa proporção de autismo ocorra," explica David Mandell, diretor adjunto do Centro de Pesquisas de Autismo do Hospital Pediátrico da Filadélfia. "Eu não estou dizendo que estas crianças estão sendo curadas, mas podemos estar alterando suas trajetórias de desenvolvimento ao intervir precocemente, para que elas nunca sigam o caminho que leve à síndrome. É impossível conseguir isso se ficarmos esperando o completo surgimento da doença."
Observação e interação
Sally Rogers, a cientista do Instituto MIND que acompanha a família Aguilar, conta que já enfrentou muitos desafios na adaptação da terapia de crianças de mais de um ano para os bebês. Mesmo os bebês com desenvolvimento normal para a idade ainda não podem falar ou gesticular, muito menos fingir.
Rogers pede que os pais prestem atenção no balbuciar e nas interações sociais simples que ocorrem durante as rotinas normais de alimentar, vestir, dar banho e trocar o bebê.
Durante a primeira sessão com Emilio, de 7 meses, Sally demonstrou aos pais Carmen e Saul jogos de esconde-esconde, cócegas e outras brincadeiras de interação com pessoas. Ela falou sobre as 12 semanas seguintes e como eles fariam para que Emilio trocasse sorrisos, atendesse pelo nome e balbuciasse, começando com uma única sílaba ("ma"), depois passando para duas ("gaga") e mais adiante para combinações mais complexas ("maga").
"A maioria dos bebês vem ao mundo com uma espécie de ímã embutido que atrai as pessoas", explica Sally. "Uma coisa que sabemos sobre o autismo é que ele enfraquece esse ímã. Não é que não se interessem, mas eles têm um pouco menos de atração pelas pessoas. Então, como podemos aumentar nosso apelo magnético para chamar sua atenção? "
A lição número um foi o contato visual. Sally pediu que os pais se revezassem para brincar com Emilio, incentivando-os a ficar cara a cara com o bebê e permanecer na sua linha de visão. Carmen Aguilar inclinou-se sobre o cobertor azul e sacudiu um brinquedo. "Emilio? Onde está o Emilio?"
Do outro lado do espelho de duas faces, um pesquisador acompanhava a sessão e um assistente monitorava três câmeras de vídeo na sala. Sally Ozonoff, que foi a primeira a escolher Emilio para o estudo, parou para observar.
"Ele está olhando apenas para o objeto, embora o rosto de sua mãe esteja a oito centímetros de distância", disse ela. "Ele tem um rosto muito sóbrio e tranquilo".
Saul Aguilar foi o próximo a tentar. Ele colocou Emilio em uma cadeira vermelha feita de um saco de sementes e dobrou os lados sobre o bebê. "Chuá, chuá, chuá!", fez Saul. Nenhuma resposta.
Ele levantou Emilio para cima de sua cabeça e imitou um avião. Emilio olhou para o teto.
Então Saul colocou o bebê de volta na cadeira e pegou um lobo de pelúcia. Pôs o lobo sobre a cabeça e deixou-o cair em suas mãos. "Pschooo! Uuooó!” Finalmente, Emilio olhou. "Isso foi ótimo", disse Sally Rogers ao pai do bebê. "Você colocou o brinquedo sobre a cabeça e ele foi atraído para o seu rosto. Você usou o brinquedo para melhorar a interação social. Ao trazê-lo até o seu rosto, Emilio percebe você."
Cérebro e vivências
Embora as causas do autismo ainda sejam um mistério, os cientistas concordam que existe algum fator genético ou biológico envolvido. Tratamentos experimentais como o “Infant Start” visam abordar o ambiente social em que o bebê vive, para descobrir se as mudanças em casa podem alterar o desenvolvimento biológico da doença.
"As experiências formam os cérebros dos bebês de uma maneira muito física", explica Sally. "As experiências determinam as sinapses; algumas são construídas e outras são dissolvidas."
Na teoria, se um bebê prefere objetos em vez de rostos, uma "cascata de desenvolvimento" pode começar: os circuitos cerebrais que nasceram para a leitura facial são usados para outro fim, como o processamento da luz ou de objetos. Assim, os bebês perdem a capacidade de entender os sinais emocionais transmitidos pela observação de expressões faciais. Quanto mais tempo o cérebro de um bebê seguir este curso de desenvolvimento, mais difícil torna-se a intervenção.
Entretanto, o esforço de frear o autismo através de intervenções antecipadas apresenta um problema científico.
Como não existe um diagnóstico formal de autismo antes dos 2 anos, é impossível distinguir entre os bebês que são ajudados pela intervenção e os que jamais teriam desenvolvido autismo. Os pesquisadores precisam obter uma série de avanços com bebês como Emilio antes de fazer um estudo aleatório, comparando os bebês que recebem o tratamento com aqueles que não o recebem.
Os pais de Emilio estão felizes por seu filho participar da primeira fase do programa piloto. Eles viram o filho mais velho, Diego, progredir tanto na terapia comportamental entre as idades de 3 e 5, que ficam muito esperançosos com o que poderá acontecer com o mais novo.
Saul Aguilar largou o emprego em uma empresa de telecomunicações para cuidar de Emilio e trabalhar em seus objetivos todos os dias. Carmen Aguilar havia deixado seu emprego de assistente social quando o primeiro filho recebeu o diagnóstico. Mas os planos para o futuro tiveram que ser revistos depois da avaliação de 6 meses de Emílio.
"Eu sou a primeira pessoa da minha família a ir para a universidade," diz Carmen Aguilar. "Meu pensamento foi: 'agora já preparei o futuro de meu filho." Mas, depois de saber que Emilio também pode ter autismo, ela diz que "você para de olhar para tão longe no futuro; somos forçados a pensar um dia de cada vez."
Fonte: IG
No ano passado, o então governador de São Paulo, José Serra, vetou o projeto de lei 266/2009, voltado para defenição e diretrizes de uma política de diagnóstico precoce e tratamento dos sintomas da Síndrome do Autismo no âmbito do Sistema Único de Saúde, se mostrando incensivel com a questão, uma vez que o projeto proposto pelo deputado, foi aprovado por todos os deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo. Confira aqui o veto. Confira aqui o projeto de lei.
Caetano vai defender a Bahia ?
ESPERANDO CAETANO
Por Adilson
A recente onda xenófoba que emergiu com força em São Paulo deixou, como se diz na gíria, a bola quicando na quadra e esperando pra ser rebatida por um artista nordestino de expressão nacional que consagrou belíssima música sobre a cidade. Ele mesmo, não precisa nem dizer o nome.
O problema é que hoje, muitos anos depois, nosso grande músico volta e meia aparece nos noticiários envolvido em estranhas polêmicas , como essa em que teria chamado o presidente de analfabeto, ou declarando apoio numa boa a mais expressiva liderança do ultra conservadorismo carioca – que já pregou, entre outras coisas absurdas, livrar os mendigos das ruas com banho de creolina! Aí não dá, isso é o “avesso do avesso do avesso do avesso..” e deixa a gente que aprendeu a gostar dele confuso que só.
Bom, mesmo assim eu quero acreditar que alguma coisa ainda acontece naquele coração baiano que o Brasil inteiro aprendeu a amar com suas lindas canções.
Portanto, reforço minha queixa: Ninguém melhor que Caetano Veloso pra vir num momento como esse defender sua terra, chamar essa bobagem toda de cafona e dizer naquelas outras palavras – que só ele sabe usar – como a união entre os brasileiros é bonita e precisa ser preservada.. Pô, ainda mais agora que ele tem uma coluna só dele no Globo, né.
Caetano é o artista nordestino de maior penetração pros lados do sul, tudo o que ele fala reverbera a pampa, como sabemos. Eu acho que seria mesmo uma voz que o país inteiro gostaria de ver, agora, se levantar em defesa da harmonia do nosso povo, para que cada vez mais baianos, pernambucanos, cariocas, cearenses, mineiros, paraibanos, paulistas etc_ possam continuar a se curtir numa boa, como sempre foi e, se Deus quiser, sempre será aqui no Brasil.
Fonte: email encaminhado ao site do Paulo Henrique Amorim
Artigo de José Carlos Triniti Fernandes, Presidente do PT de Sorocaba
A vitória da Dilma Roussef, a primeira mulher a presidir o Brasil, é uma demonstração clara do amadurecimento e do aprimoramento da nossa democracia. O povo brasileiro, que em 2002, elegeu o primeiro operário para comandar os destinos deste pais, certamente não se decepcionou passados quase oito anos de seu governo, pelo contrario, lhe dá uma aprovação recorde, tornando-o o presidente melhor avaliado da história do Brasil. Agora elege a primeira mulher para comandar os destinos do Brasil, uma vez mais os brasileiros não se arrependerão, pois o país continuará crescendo com distribuição de renda.
A eleição da Dilma Rousseff é a garantia das conquistas e dos avanços. É a garantia do tratamento republicano aos municípios, aos governos de estados. O Brasil que antes era conhecido lá fora por ser o país do carnaval e do futebol, hoje passa a ser conhecido também por ser um país que cresce, gera milhões de empregos, tira da pobreza milhões de pessoas, que trata a agricultura com respeito, os idosos, as crianças, as mulheres, os negros, enfim, trata todos sem nenhuma diferença. Governa para todos de maneira igual. Nestes quase oito anos de governo, foram realizadas dezenas de conferências em diversos temas, ou seja, a participação da população foi garantida, seja aqui no município, no estado e nacionalmente. Por isso, que o Brasil é visto com outros olhos lá de fora, por isso, que a autoestima do nosso povo está em alta.
O governo do presidente Lula resolveu todos os problemas do país? É óbvio que não, ele mesmo tem dito isso, ainda há muito por fazer, é verdade, como é verdade também que o presidente Lula provou que é possível fazer. Lula deixa seu mandato construindo catorze Universidades, inclusive uma aqui em Sorocaba, vai construir duzentas e vinte escolas técnicas federais, nossa região foi agraciada com cinco. Possibilitou o ingresso de mais de setecentos mil jovens no Prouni, realizando sonhos desses jovens e de suas famílias, e tantas outras ações na educação. Assim foi na saúde, no meio ambiente, na infraestrutura, no saneamento, na segurança, na habitação, em suma, tudo foi feito, entretanto ainda temos que avançar, por isso, a vitória da Dilma é a garantia destas conquistas e do avanço.
Por fim, quero agradecer a militância do Partido dos Trabalhadores de Sorocaba, que mais uma vez foi às ruas para ajudar na vitória da Dilma Rousseff, é fato, que não vencemos na cidade, ficamos atrás do nosso adversário por uma diferença de sete por cento, mas não foi por falta de empenho da nossa militância que se dedicou muito. Agradecer aos partidos aliados que também tiveram um papel importante nesta luta, o mesmo ao movimento sindical de todas as centrais, a executiva do PT, dos voluntários que todos os dias foram às ruas ajudar na entrega das propostas da nossa candidata. Todos os citados tiveram sua contribuição nesta vitória da democracia.
Quero fazer um agradecimento muito especial aos 139,307 sorocabanos que escolheram a Dilma Rousseff, dando-lhe uma votação expressiva na cidade. Nós do Partido dos Trabalhadores de Sorocaba e dos partidos aliados agradecemos muito. Viva a Democracia! Viva o Brasil!
José Carlos Triniti Fernandes
Presidente do PT de Sorocaba
A eleição da Dilma Rousseff é a garantia das conquistas e dos avanços. É a garantia do tratamento republicano aos municípios, aos governos de estados. O Brasil que antes era conhecido lá fora por ser o país do carnaval e do futebol, hoje passa a ser conhecido também por ser um país que cresce, gera milhões de empregos, tira da pobreza milhões de pessoas, que trata a agricultura com respeito, os idosos, as crianças, as mulheres, os negros, enfim, trata todos sem nenhuma diferença. Governa para todos de maneira igual. Nestes quase oito anos de governo, foram realizadas dezenas de conferências em diversos temas, ou seja, a participação da população foi garantida, seja aqui no município, no estado e nacionalmente. Por isso, que o Brasil é visto com outros olhos lá de fora, por isso, que a autoestima do nosso povo está em alta.
O governo do presidente Lula resolveu todos os problemas do país? É óbvio que não, ele mesmo tem dito isso, ainda há muito por fazer, é verdade, como é verdade também que o presidente Lula provou que é possível fazer. Lula deixa seu mandato construindo catorze Universidades, inclusive uma aqui em Sorocaba, vai construir duzentas e vinte escolas técnicas federais, nossa região foi agraciada com cinco. Possibilitou o ingresso de mais de setecentos mil jovens no Prouni, realizando sonhos desses jovens e de suas famílias, e tantas outras ações na educação. Assim foi na saúde, no meio ambiente, na infraestrutura, no saneamento, na segurança, na habitação, em suma, tudo foi feito, entretanto ainda temos que avançar, por isso, a vitória da Dilma é a garantia destas conquistas e do avanço.
Por fim, quero agradecer a militância do Partido dos Trabalhadores de Sorocaba, que mais uma vez foi às ruas para ajudar na vitória da Dilma Rousseff, é fato, que não vencemos na cidade, ficamos atrás do nosso adversário por uma diferença de sete por cento, mas não foi por falta de empenho da nossa militância que se dedicou muito. Agradecer aos partidos aliados que também tiveram um papel importante nesta luta, o mesmo ao movimento sindical de todas as centrais, a executiva do PT, dos voluntários que todos os dias foram às ruas ajudar na entrega das propostas da nossa candidata. Todos os citados tiveram sua contribuição nesta vitória da democracia.
Quero fazer um agradecimento muito especial aos 139,307 sorocabanos que escolheram a Dilma Rousseff, dando-lhe uma votação expressiva na cidade. Nós do Partido dos Trabalhadores de Sorocaba e dos partidos aliados agradecemos muito. Viva a Democracia! Viva o Brasil!
José Carlos Triniti Fernandes
Presidente do PT de Sorocaba
João Santana: Aécio não venceria Dilma
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff, João Santana, declarou que, caso Aécio Neves fosse candidato à Presidência em 2010, Dilma Rousseff também teria vencido. “Aécio poderia ter feito uma campanha mais bonita e mais vibrante do que Serra. Mas mesmo assim seria derrotado”, analisa Santana.
Ainda segundo o marqueteiro, durante a pré-campanha de 2010, houve um erro da oposição ao menosprezar o potencial de crescimento de Dilma e, também, a capacidade de transferência de votos de Lula. “É o período da arrogante, equivocada e elitista teoria do poste”.
Em relação aos erros cometidos durante a campanha, ele considera que os tucanos tiveram uma estratégia equivocada. “Erraram mais eles que insistiram nessa maré hipócrita. Isso, aliás, foi um dos maiores fatores de desgaste e inibição do crescimento de [José] Serra no segundo turno”.
O marqueteiro acredita que a discussão envolvendo questões religiosas, prejudicou bastante o candidato derrotado. “Como abusou da dose, provocou, no final, rejeição dos setores evangélicos que interpretaram o fato como jogada eleitoral e afastou segmentos do voto independente, principalmente de setores da classe média urbana, que se chocou com o falso moralismo e direitização da campanha de Serra”.
Sobre o próximo governo, Santana dá um recado aos políticos: “não subestimem Dilma Rousseff. Este alerta vale tanto para opositores como para apoiadores da nova presidente. Dentro e fora do Brasil já começam a pipocar análises apressadas de que Dilma dificilmente preencherá o grande vazio sentimental e simbólico que será deixado por Lula. E que este será um problema intransponível para ela. Bobagem”
Fonte: Brasilia Confidencial
Ainda segundo o marqueteiro, durante a pré-campanha de 2010, houve um erro da oposição ao menosprezar o potencial de crescimento de Dilma e, também, a capacidade de transferência de votos de Lula. “É o período da arrogante, equivocada e elitista teoria do poste”.
Em relação aos erros cometidos durante a campanha, ele considera que os tucanos tiveram uma estratégia equivocada. “Erraram mais eles que insistiram nessa maré hipócrita. Isso, aliás, foi um dos maiores fatores de desgaste e inibição do crescimento de [José] Serra no segundo turno”.
O marqueteiro acredita que a discussão envolvendo questões religiosas, prejudicou bastante o candidato derrotado. “Como abusou da dose, provocou, no final, rejeição dos setores evangélicos que interpretaram o fato como jogada eleitoral e afastou segmentos do voto independente, principalmente de setores da classe média urbana, que se chocou com o falso moralismo e direitização da campanha de Serra”.
Sobre o próximo governo, Santana dá um recado aos políticos: “não subestimem Dilma Rousseff. Este alerta vale tanto para opositores como para apoiadores da nova presidente. Dentro e fora do Brasil já começam a pipocar análises apressadas de que Dilma dificilmente preencherá o grande vazio sentimental e simbólico que será deixado por Lula. E que este será um problema intransponível para ela. Bobagem”
Fonte: Brasilia Confidencial
Apeoesp luta na Justiça contra prova de promoção para professores
O “Diário Oficial” de 29 de outubro publicou a Resolução 70, que fixou a nova bibliografia para a prova dos professores admitidos em caráter temporário (ACTs) e a próxima prova para a promoção por mérito. A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) reafirmou sua posição contra as provas instituídas pela Secretaria da Educação, tanto a dos ACTs como a da promoção por mérito. “A primeira é, na verdade, um instrumento que causa o desemprego e pune os professores, sob o pretexto de selecionar melhor os professores temporários que devem lecionar na rede”, comentou Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, presidenta da Apeoesp. Para Bebel, ainda, a prova de mérito “é um mecanismo excludente e, a nosso ver, inconstitucional, uma vez que permite a uma pequena parcela da categoria vencimentos diferenciados, enquanto a maioria fica estagnada, sem reajuste salariais”.
A presidenta da Apeoesp lembrou que “temos lutado constantemente contra esse mecanismo, tanto nas ruas e praças como no Poder Judiciário”. A primeira tentativa do Estado de aplicar a provinha dos ACTS foi barrada por duas liminares que a Apeoesp obteve na Justiça, o que acabou ocasionando a queda da secretária da Educação, Maria Helena, que não conseguiu defender a prova como instrumento adequado para a admissão de professores. No ano passado, o sindicato entrou com uma outra ação civil pública que discute exatamente a extensa e mal formulada bibliografia que a SEE entende deva ser dominada pelos professores que tencionam dar aulas na rede.
Além disso, com relação à atribuição de aulas dos ACTs, a Apeoesp mantém mais duas ações de cunho coletivo tramitando na Justiça estadual. “Nossa luta é pelo pleno emprego, com concursos públicos em número suficiente para que todos possam se efetivar, de modo que não se tenha mais que falar em provinhas e provões”, comentou Bebel.
Fonte: APEOESP
A presidenta da Apeoesp lembrou que “temos lutado constantemente contra esse mecanismo, tanto nas ruas e praças como no Poder Judiciário”. A primeira tentativa do Estado de aplicar a provinha dos ACTS foi barrada por duas liminares que a Apeoesp obteve na Justiça, o que acabou ocasionando a queda da secretária da Educação, Maria Helena, que não conseguiu defender a prova como instrumento adequado para a admissão de professores. No ano passado, o sindicato entrou com uma outra ação civil pública que discute exatamente a extensa e mal formulada bibliografia que a SEE entende deva ser dominada pelos professores que tencionam dar aulas na rede.
Além disso, com relação à atribuição de aulas dos ACTs, a Apeoesp mantém mais duas ações de cunho coletivo tramitando na Justiça estadual. “Nossa luta é pelo pleno emprego, com concursos públicos em número suficiente para que todos possam se efetivar, de modo que não se tenha mais que falar em provinhas e provões”, comentou Bebel.
Fonte: APEOESP
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
OAB processa jovem por racismo no Twitter
SÃO PAULO - A Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco entrou com uma ação, na segunda-feira, contra uma estudante paulista acusada de publicar mensagens racistas no Twitter e no Facebook.
Segundo a OAB-PE, a estudante de direito Mayara Petruso teria iniciado uma série de ataques contra os nordestinos, no domingo, após a eleição da presidente Dilma Rousseff.
Em sua conta, Mayara publicou mensagens como: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".
Após o anúncio do resultado das eleições, uma série de mensagens preconceituosas e difamatórias contra nordestinos foram publicadas no microblog.
O tumblr “Xenofobia Não” capturou e republicou algumas delas. O assunto apareceu entre os trending topics do Twitter na noite de domingo.
Mayara deverá responder por crime de racismo e incitação pública de prática de crime, com penas previstas de dois a cinco anos e de três a seis meses ou multa.
A jovem excluiu suas contas no Twitter e no Facebook, redes sociais onde ela fez os ataques.
Fonte: Info Abril
Segundo a OAB-PE, a estudante de direito Mayara Petruso teria iniciado uma série de ataques contra os nordestinos, no domingo, após a eleição da presidente Dilma Rousseff.
Em sua conta, Mayara publicou mensagens como: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".
Após o anúncio do resultado das eleições, uma série de mensagens preconceituosas e difamatórias contra nordestinos foram publicadas no microblog.
O tumblr “Xenofobia Não” capturou e republicou algumas delas. O assunto apareceu entre os trending topics do Twitter na noite de domingo.
Mayara deverá responder por crime de racismo e incitação pública de prática de crime, com penas previstas de dois a cinco anos e de três a seis meses ou multa.
A jovem excluiu suas contas no Twitter e no Facebook, redes sociais onde ela fez os ataques.
Fonte: Info Abril
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