quinta-feira, 11 de março de 2010
Ministro da Cultura suspende filiação ao PV por rejeitar "aproximação com PSDB e DEM
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Ministro da Cultura se afasta do PV por divergências
Juca Ferreira discursa em evento de assinatura do projeto de lei do Vale-Cultura, em São Paulo
Único ministro do PV no governo federal, o titular da pasta da Cultura, Juca Ferreira, pediu nesta quarta-feira (10) a suspensão de sua filiação por 12 meses por conta da aproximação de seu partido com os oposicionistas PSDB e DEM em seu Estado natal, a Bahia. Além disso, o substituto de Gilberto Gil no cargo não aceita a possibilidade de o deputado Luiz Bassuma disputar o governo baiano neste ano.
De acordo com um interlocutor do ministro, Ferreira avalia que o Partido Verde, que integra a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso desde 2003, está estabelecendo vínculos com aliados do presidenciável e governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O PV deve ter a senadora Marina Silva (AC) como candidata à Presidência da República em outubro.
Críticos do PV afirmam que o presidente nacional da legenda, o vereador paulistano José Luiz Penna, o vice, Alfredo Sirkis, e o deputado Fernando Gabeira (RJ), estabeleceram relações muito próximas com o PSDB e que poderiam rifar a candidatura de Marina ao Palácio do Planalto. Os três negam a acusação e se dizem engajados na tentativa da ex-ministra do Meio Ambiente de se candidatar.
O sociólogo Juca Ferreira, 61, é ministro da Cultura desde julho de 2008, após a saída de Gil. Com o afastamento do PV, ele fica livre para subir no provável palanque da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, única pré-candidata do PT à sucessão presidencial. O mesmo deve valer para a Bahia, onde o governador petista Jaques Wagner tentará a reeleição. Ali, ele deve ter como adversários o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), e Paulo Souto (DEM).
Pivô da decisão do ministro, Bassuma soma apenas 1% de acordo com as mais recentes pesquisas de intenção de voto, que apontam reeleição de Wagner já no primeiro turno.
Quem tem juízo, quem tem vergonha na cara, quem quiser se eleger, ou eleger seu candidato em 2010, fica longe, bem longe do DEM/PSDB. Marina, Gabeira, se uniram com o que há de pior na política brasileira, o PSDB/DEM.
Do Blog do Saraiva
quarta-feira, 10 de março de 2010
Após engavetar 83 CPIs, Alesp resolve aprovar uma contra o PT
Depois engavetar de 83 pedidos de CPIs para investigar irregularidades e casos de corrupção Envolvendo o PSDB, uma tropa de choque tucana na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp), comandada pelo governador José Serra resolveu finalmente aceitar uma instalação de, uma política CPI: mas justamente uma que não envolvem os tucanos ou seus aliados, lideranças e sim do PT.
O presidente da Alesp, deputado Barros Munhoz (PSDB), assinou na terça-feira (9), um documento para instalação da CPI da Bancoop. A Comissão, pedida em requerimento de outubro de 2008 pelo deputado Samuel Moreira, líder do PSDB na Casa, investigará denúncias sobre a Existência de um suposto esquema de desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) para campanhas eleitorais do PT . A denúncia foi requentada esta semana pela revista Veja e pelo jornal O Estado de S. Paulo a partir de informações sem provas dadas pelo promotor de Justiça José Carlos Blat.
Curiosamente, a mesma revista Veja que agora E.U.A. o promotor Blat como fonte de suas denúncias, em 2006 publicou uma matéria acusando devastadora Blat de Envolvimento em uma série de casos de corrupção. (Leia mais aqui)
CPIs engavetadas
Dos 83 engavetamentos de CPI na Assembléia Paulista, 70 Aconteceram na gestão Geraldo Alckmin, e 13 sem governo atual. Sob Serra, os pedidos de investigação não obtiveram sequer o número de assinaturas NECESSÁRIAS para que as CPIs protocoladas Fossem. Entre elas estão uma CPI da Máfia caça níqueis, uma CPI das Estatísticas Criminais, que buscavba investigar uma omissão de dados da violência no Estado; uma CPI do Baixo desempenho escolar; um dos Cartões Corporativos que tinha como alvo de investigação os gastos de R $ 108 milhões, "aplicados" casas noturnas em até, uma CPI das ONGs no Governo Alckmin (60 contratos sem licitação e prejuízo de R $ 80 milhões); uma das Rodovias CPI para investigar, como Tucanas privatizações e os pedágios mais caros do País; uma CPI da Alstom, bilionários que envolvem contratos da multinacional francesa com o governo paulista, além de várias outras.
Direita se movimenta para amplificar o caso
Apesar de todas as inconsistências da denúncia, a oposição de direita tenta capitalizar politicamente o episódio, pois vê nenhum caso Bancoop uma oportunidade de ouro para tentar voltar à ofensiva denuncista contra os petistas depois de ter ficado os últimos meses na defensiva tentando desesperadamente se desvencilhar do Escândalo de corrupção que atinge Diretamente suas lideranças no Distrito Federal.
Nesta quarta-feira (10), os oposicionistas do DEM e do PSDB no Congresso Nacional Tentaram emplacar uma convocação do promotor José Carlos Blat Senado para não falar do caso Bancoop. Ocorreria uma audiência pública na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). Mas a proposta foi derrotada. A base do governo rejeitou uma convocação por 10 votos a 9.
A base governista argumentou que o requerimento teria caráter de campanha eleitoral, uma vez que o assunto não está em debate na comissão, nem tampouco no Senado. "Não podemos trazer para um CCJ assuntos como esse para não Politizar uma investigação que está em andamento em São Paulo. Esse requerimento é um Desserviço à CCJ e ao Senado. O debate eleitoral nos ocorrer DEVE Níveis de competência, que não são o Senado" , afirmou o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-AP).
Já a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT), afirmou que os supostos desvios sob investigação do Ministério Público de São Paulo não Envolvem dinheiro público ea denúncia sequer foi feita à Justiça. "Se a Justiça não foi acionada que, por um CCJ, Não tem que ver um com dinheiro público, vai ouvir o procurador que fez a denúncia não?", Questionou uma senadora, que também subscreveu as declarações de Jucá de que o requerimento tem viés eleitoral.
PT repudia acusação e exige reparação
Ainda na terça-feira (9), o presidente do PT, José Eduardo Dutra, por meio de nota, Afirmou que o partido buscará na Justiça uma reparação "Infâmias pelas" praticadas pelos dois Meios de Comunicação (Veja e Estadão) publicaram que as denúncias de Blat.
Ele que obteve também representará nenhuma Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor, "fonte primária Brotam de onde as mentiras, as ilações, como Acusações sem prova eo evidente interesse em usar a imprensa para se Promover às custas de Acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual ".
Para o deputado Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente do PT, há um movimento para tentar Atingir uma Campanha da ministra eo PT neste período pré-eleitoral e as denúncias são "requentadas".
Ainda assim, Berzoini disse que uma Estratégia do partido Deve Ser Evitar uma troca de denúncias com uma oposição, pois teria ficado Provado nos últimos anos que o eleitorado reprova esse tipo de atitude.
"Vamos fazer PROGRAMÁTICO um debate, porque é isso que o povo quer ouvir", argumentou.
Faça o Blog Vermelho
O presidente da Alesp, deputado Barros Munhoz (PSDB), assinou na terça-feira (9), um documento para instalação da CPI da Bancoop. A Comissão, pedida em requerimento de outubro de 2008 pelo deputado Samuel Moreira, líder do PSDB na Casa, investigará denúncias sobre a Existência de um suposto esquema de desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) para campanhas eleitorais do PT . A denúncia foi requentada esta semana pela revista Veja e pelo jornal O Estado de S. Paulo a partir de informações sem provas dadas pelo promotor de Justiça José Carlos Blat.
Curiosamente, a mesma revista Veja que agora E.U.A. o promotor Blat como fonte de suas denúncias, em 2006 publicou uma matéria acusando devastadora Blat de Envolvimento em uma série de casos de corrupção. (Leia mais aqui)
CPIs engavetadas
Dos 83 engavetamentos de CPI na Assembléia Paulista, 70 Aconteceram na gestão Geraldo Alckmin, e 13 sem governo atual. Sob Serra, os pedidos de investigação não obtiveram sequer o número de assinaturas NECESSÁRIAS para que as CPIs protocoladas Fossem. Entre elas estão uma CPI da Máfia caça níqueis, uma CPI das Estatísticas Criminais, que buscavba investigar uma omissão de dados da violência no Estado; uma CPI do Baixo desempenho escolar; um dos Cartões Corporativos que tinha como alvo de investigação os gastos de R $ 108 milhões, "aplicados" casas noturnas em até, uma CPI das ONGs no Governo Alckmin (60 contratos sem licitação e prejuízo de R $ 80 milhões); uma das Rodovias CPI para investigar, como Tucanas privatizações e os pedágios mais caros do País; uma CPI da Alstom, bilionários que envolvem contratos da multinacional francesa com o governo paulista, além de várias outras.
Direita se movimenta para amplificar o caso
Apesar de todas as inconsistências da denúncia, a oposição de direita tenta capitalizar politicamente o episódio, pois vê nenhum caso Bancoop uma oportunidade de ouro para tentar voltar à ofensiva denuncista contra os petistas depois de ter ficado os últimos meses na defensiva tentando desesperadamente se desvencilhar do Escândalo de corrupção que atinge Diretamente suas lideranças no Distrito Federal.
Nesta quarta-feira (10), os oposicionistas do DEM e do PSDB no Congresso Nacional Tentaram emplacar uma convocação do promotor José Carlos Blat Senado para não falar do caso Bancoop. Ocorreria uma audiência pública na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). Mas a proposta foi derrotada. A base do governo rejeitou uma convocação por 10 votos a 9.
A base governista argumentou que o requerimento teria caráter de campanha eleitoral, uma vez que o assunto não está em debate na comissão, nem tampouco no Senado. "Não podemos trazer para um CCJ assuntos como esse para não Politizar uma investigação que está em andamento em São Paulo. Esse requerimento é um Desserviço à CCJ e ao Senado. O debate eleitoral nos ocorrer DEVE Níveis de competência, que não são o Senado" , afirmou o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-AP).
Já a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT), afirmou que os supostos desvios sob investigação do Ministério Público de São Paulo não Envolvem dinheiro público ea denúncia sequer foi feita à Justiça. "Se a Justiça não foi acionada que, por um CCJ, Não tem que ver um com dinheiro público, vai ouvir o procurador que fez a denúncia não?", Questionou uma senadora, que também subscreveu as declarações de Jucá de que o requerimento tem viés eleitoral.
PT repudia acusação e exige reparação
Ainda na terça-feira (9), o presidente do PT, José Eduardo Dutra, por meio de nota, Afirmou que o partido buscará na Justiça uma reparação "Infâmias pelas" praticadas pelos dois Meios de Comunicação (Veja e Estadão) publicaram que as denúncias de Blat.
Ele que obteve também representará nenhuma Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor, "fonte primária Brotam de onde as mentiras, as ilações, como Acusações sem prova eo evidente interesse em usar a imprensa para se Promover às custas de Acusações desprovidas de qualquer base jurídica ou factual ".
Para o deputado Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente do PT, há um movimento para tentar Atingir uma Campanha da ministra eo PT neste período pré-eleitoral e as denúncias são "requentadas".
Ainda assim, Berzoini disse que uma Estratégia do partido Deve Ser Evitar uma troca de denúncias com uma oposição, pois teria ficado Provado nos últimos anos que o eleitorado reprova esse tipo de atitude.
"Vamos fazer PROGRAMÁTICO um debate, porque é isso que o povo quer ouvir", argumentou.
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terça-feira, 9 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
PORQUE O DIA 8 DE MARÇO:
Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, declarar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". Desde então, o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma em todo o mundo.
O QUE SE PRETENDE COM A MOBILIZAÇÃO DESTE DIA:
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher, e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher e garantir os seus direitos enquanto cidadã.
Entre esses direitos podemos citar:
Direito à igualdade - A Constituição veda qualquer forma de discriminação, seja em função do sexo, idade, condições físicas e mentais, de raça, origem social ou geográfica, opções políticas, filosóficas ou religiosas;
Direito à saúde - A saúde, é um dos direitos fundamentais da mulher. A função reprodutiva a expõe a tensões e riscos durante grande parte de sua vida. Nos países pobres morrem 90% de mulheres por causas relacionadas com a gravidez e o parto;
Direito à vida sem violência e discriminação, ao trabalho e salários dignos, à moradia, à educação, à saúde sexual e reprodutiva, direito à participação política, direito à programas de geração de renda, direito à posse da terra, direito ao acesso a linhas de crédito, entre outros.
De 04 a 15 de setembro de 1995, em Pequim, a Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu a 4ª Conferência Mundial da Mulher, na qual 181 países assumiram o compromisso de combater o obstáculo e promover o avanço da mulher. Somando o fórum das ONGs (Organizações não governamentais) e o encontro das Delegações oficiais, a Conferência da mulher foi maior reunião organizada pela ONU, nos seus 50 anos de história, com 47.000 participantes.
No contexto da agenda social, o Governo Federal promoveu um diálogo com as mulheres brasileiras de todos os estados e dos municípios através da realização de duas Conferências Nacionais de Políticas para as Mulheres, nos anos de 2004 e 2007. Como resultado desta mobilização nacional, a SPM formulou e vem implementando o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.
O II PNPM norteia-se pelos princípios éticos e políticos baseados no fortalecimento da igualdade entre homens e mulheres, respeito à diversidade, promoção da autonomia das mulheres assim como no estímulo à participação e ao controle social.
No Brasil, as mulheres constituem um segmento em desvantagem no mercado de trabalho, nas instâncias de decisão e na vulnerabilidade à violência doméstica Os indicadores de renda, trabalho, saúde, e representação política apontam para relações desiguais e hierárquicas de poder e distribuições de recursos entre homens e mulheres.
Para atingir garantir a dimensão universal da política e assegurar os direitos eqüitativos para homens e mulheres as políticas públicas têm que considerar tais desigualdades e dirigir esforços específicos para combatê-las. O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres é uma ferramenta fundamental neste sentido e será fortalecido cada vez mais através de sua implementação nos municípios brasileiros.
Nós psicólogos também temos nosso papel neste processo, e para tanto temos que fortalecer o nosso compromisso social, trabalhando no sentido de diminuir as desigualdades e discriminações, sempre visando o empoderamento das pessoas, principalmente aquelas que são vítimas de qualquer forma de discriminação, violência e opressão.
Esse caminho só pode ser construido por mulheres e homens que acreditam e lutam por esse ideal. Temos que somar os esforços de todos, pois só assim poderemos vislumbrar as tão sonhadas transformações.
E que esse 08 de março possa nos trazer todas essas inquietações e reflexões, pois só assim poderemos ser protagonistas desse momento histórico, e construir uma psicologia voltada para essas questões.
Att
Priscila Batistuta Nóbrega - Psicóloga
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, declarar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". Desde então, o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma em todo o mundo.
O QUE SE PRETENDE COM A MOBILIZAÇÃO DESTE DIA:
Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher, e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher e garantir os seus direitos enquanto cidadã.
Entre esses direitos podemos citar:
Direito à igualdade - A Constituição veda qualquer forma de discriminação, seja em função do sexo, idade, condições físicas e mentais, de raça, origem social ou geográfica, opções políticas, filosóficas ou religiosas;
Direito à saúde - A saúde, é um dos direitos fundamentais da mulher. A função reprodutiva a expõe a tensões e riscos durante grande parte de sua vida. Nos países pobres morrem 90% de mulheres por causas relacionadas com a gravidez e o parto;
Direito à vida sem violência e discriminação, ao trabalho e salários dignos, à moradia, à educação, à saúde sexual e reprodutiva, direito à participação política, direito à programas de geração de renda, direito à posse da terra, direito ao acesso a linhas de crédito, entre outros.
De 04 a 15 de setembro de 1995, em Pequim, a Organização das Nações Unidas (ONU) promoveu a 4ª Conferência Mundial da Mulher, na qual 181 países assumiram o compromisso de combater o obstáculo e promover o avanço da mulher. Somando o fórum das ONGs (Organizações não governamentais) e o encontro das Delegações oficiais, a Conferência da mulher foi maior reunião organizada pela ONU, nos seus 50 anos de história, com 47.000 participantes.
No contexto da agenda social, o Governo Federal promoveu um diálogo com as mulheres brasileiras de todos os estados e dos municípios através da realização de duas Conferências Nacionais de Políticas para as Mulheres, nos anos de 2004 e 2007. Como resultado desta mobilização nacional, a SPM formulou e vem implementando o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.
O II PNPM norteia-se pelos princípios éticos e políticos baseados no fortalecimento da igualdade entre homens e mulheres, respeito à diversidade, promoção da autonomia das mulheres assim como no estímulo à participação e ao controle social.
No Brasil, as mulheres constituem um segmento em desvantagem no mercado de trabalho, nas instâncias de decisão e na vulnerabilidade à violência doméstica Os indicadores de renda, trabalho, saúde, e representação política apontam para relações desiguais e hierárquicas de poder e distribuições de recursos entre homens e mulheres.
Para atingir garantir a dimensão universal da política e assegurar os direitos eqüitativos para homens e mulheres as políticas públicas têm que considerar tais desigualdades e dirigir esforços específicos para combatê-las. O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres é uma ferramenta fundamental neste sentido e será fortalecido cada vez mais através de sua implementação nos municípios brasileiros.
Nós psicólogos também temos nosso papel neste processo, e para tanto temos que fortalecer o nosso compromisso social, trabalhando no sentido de diminuir as desigualdades e discriminações, sempre visando o empoderamento das pessoas, principalmente aquelas que são vítimas de qualquer forma de discriminação, violência e opressão.
Esse caminho só pode ser construido por mulheres e homens que acreditam e lutam por esse ideal. Temos que somar os esforços de todos, pois só assim poderemos vislumbrar as tão sonhadas transformações.
E que esse 08 de março possa nos trazer todas essas inquietações e reflexões, pois só assim poderemos ser protagonistas desse momento histórico, e construir uma psicologia voltada para essas questões.
Att
Priscila Batistuta Nóbrega - Psicóloga
8 de março - Mulheres e igualdade: ainda um longo caminho a trilhar
Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a homenagem que o Conselho Federal de Psicologia faz às mulheres – grande parte das profissionais de Psicologia - vem marcada pela reflexão sobre os efeitos psicológicos da violência contra a mulher, que segue presente na experiência de vida desta população.
Este boletim especial sobre o Dia Internacional da Mulher traz dados inéditos sobre a presença da mulher na profissão, construídos a partir de informações das psicólogas e psicólogos que participam das pesquisas do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop), além de dados nacionais que contextualizam o tema e análise sobre os impactos da violência sobre as mulheres.
1 - Efeitos psicológicos da violência
Uma em cada cinco mulheres foi agredida pelo menos uma vez e mais da metade das vítimas não procura ajuda, de acordo com pesquisa da Fundação Perseu Abramo. O levantamento, de 2001, aponta que 11% das brasileiras com 15 anos ou mais já foram vítimas de espancamento, e o marido ou companheiro haviam sido responsáveis por 56% desses casos de violência. Assédio moral e sexual, tráfico de pessoas, estupro e atentado violento ao pudor são exemplos de violência já tipificados no ordenamento jurídico brasileiro.
O combate à violência contra a mulher tem apresentado avanços, em especial com a aprovação da Lei Maria da Penha que, no entanto, recebe questionamentos nas instâncias jurídicas. No final de fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que, em caso de violência doméstica que provoque lesão corporal leve, a ação penal depende de representação da vítima, ou seja, depende de a mulher apresentar a denúncia.
Para o movimento de mulheres, e para o CFP, tal situação é um retrocesso, pois é sabido que uma das maiores dificuldades no combate à violência – sobretudo à doméstica – é o contexto em que ocorre essa violência, no qual as mulheres sofrem ameaças, temem pela sua família, e em muitos casos acabam abrindo mão dos processos após os momentos de violência.
“A Lei Maria da Penha tinha trazido uma mudança significativa nesse tema, que está agora sendo desafiada. São coisas que perpetuam violência e que precisamos enfrentar no Brasil”, afirma a conselheira do CFP, Jureuda Guerra.
Os efeitos psicológicos da violência contra as mulheres podem emergir em diferentes sintomas, que variam da violência física visível (machucados, aborto) a distúrbios emocionais, uso abusivo de álcool e outras drogas, isolamento, problemas no trabalho.
Danos das violências são freqüentes – tais como pesadelos repetitivos; ansiedade, raiva, culpa, vergonha; medo do agressor, quadros fóbico-ansiosos e depressivos agudos, queixas psicossomáticas, isolamento social e sentimentos de estigmatização.
Para na conselheira Jureuda Guerra, “as mulheres em situação de violência perdem com mais freqüência o emprego, têm mais dificuldades em negociar aumentos salariais e promoção na carreira profissional, principalmente por ficarem em dúvida com relação ao que seu parceiro irá pensar de sua promoção”, avalia Jureuda. Ela aponta também dificuldades para cuidar de si próprias, estudar e desenvolver formas de viver com conforto e autonomia, contribuindo ainda mais para seu sofrimento psíquico e social.
“Nossa experiência nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) nos faz perceber que a grande demanda, atualmente, é mulheres que têm na sua história situações de violência doméstica e familiar, que acaba se refletindo em sofrimentos psíquicos”. Para ela, as políticas públicas precisam olhar com mais atenção esses sofrimento e o perfil da população atendida, para conseguir realizar atendimentos que respondam às demandas reais dessas mulheres, algo ainda por ser construído no Brasil.
“Também notamos um forte uso de antidepressivos, sobretudo por mulheres entre 25 e 40 anos. Quando olhamos as histórias delas, encontramos muitas situações de violência doméstica”, avalia Jureuda, psicóloga e especialista em saúde mental e em saúde pública.
2- Relações de trabalho
Todos sabem que, no Brasil, mulheres ainda recebem menos que homens por trabalhos iguais. Além disso, as mulheres, em geral, ocupam posições mais precárias na hierarquia das ocupações e, consequentemente, têm rendimentos mais baixos.
Na Psicologia, infelizmente, o quadro de diferenças salariais entre homens e mulheres não é diferente. Não há dados nacionais atualizados, mas o relatório da participação dos psicólogos nas pesquisas sobre práticas em políticas públicas, realizadas pelo Crepop, trazem reflexões interessantes.
Dos 1427 psicólogos que responderam os questionários, cerca de 13% são homens e 87%, mulheres. O perfil levantou também informações sobre remuneração dos psicólogos participantes: quase um terço dos que responderam recebem entre R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00. Os homens, apesar de minoria, estão mais presentes nas faixas de renda mais altas. Na faixa de menor rendimento (até R$ 1.000,00), os homens são 9%. Na faixa de maiores rendimentos (de R$ 3mil a 4 mil e acima de R$ 4 mil), eles correspondem a 16 e a 19%, respectivamente.
“A condição feminina ainda está associada, na nossa sociedade, à desigualdade de oportunidades. A Psicologia, preocupada com a promoção de direitos, pode contribuir para a superação dessa situação, denunciando estas formas perversas de relação, nas quais a condição de mulher impõe uma situação de inferioridade na valorização do potencial de trabalho”, avalia Clara Goldman, conselheira secretária do Conselho Federal de Psicologia.
A proporção dos homens e mulheres que ocupam cargos de direção no ambiente de trabalho é outro indicador das diferenças. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), no Brasil, mesmo com uma maior escolaridade (média de 9,2 anos de estudos para mulheres e de 8,2 para homens, em 2008), a proporção de mulheres dirigentes (4,4%) ainda é inferior à proporção dos homens (5,9%), diferença que não se alterou desde a pesquisa anterior, de 2003.
Para o IBGE, a participação no mercado de trabalho é definida de acordo com a posição ocupada pelo trabalhador. “A posse, por exemplo, de uma carteira de trabalho assinada pelo empregador proporciona um conjunto de direitos sociais que os empregados sem carteira não possuem, resultando em desigualdades nas condições de vida. A análise dos dados sobre a posição na ocupação revela pontos importantes na questão de gênero. Na posição de trabalhador doméstico, seja com carteira ou sem carteira, 15,8% das mulheres ocupavam esta categoria, em 2008, em oposição aos homens, com apenas 0,8%”, afirma o instituto na publicação Síntese dos indicadores sociais, de 2009.
Outra atividade de trabalho preponderantemente realizada pelas mulheres, e praticamente invisível na sociedade, é a realização dos afazeres domésticos. Os dados do IBGE apontam que, do total das mulheres ocupadas, 87,9% declararam cuidar dos afazeres e do total dos homens, 46,1%. O número médio de horas na semana dedicado a esses afazeres é de 20,9 para as mulheres e de apenas 9,2 para os homens. “Esses resultados evidenciam de forma inegável as diferenças de gênero. Além das pressões exercidas pelo trabalho e da constante necessidade de qualificação profissional, a maioria das mulheres ocupadas ainda tem que se comprometer com a realização das atividades domésticas, principalmente, quando não contam com ajuda dos homens”, afirma o IBGE.
A situação das trabalhadoras domésticas também é exemplo importante do longo caminho que o Brasil precisa traçar até a igualdade de gênero. Elas são o maior contingente de trabalhadoras brasileiras, representando atualmente 15,8% da força de trabalho feminina ocupada, ainda que se perceba diminuição ao longo das últimas décadas. Segundo o IBGE, estas mulheres atuam em segmento que não tem seu valor econômico nem social reconhecido, o que o torna desprestigiado. “Essa desvalorização se traduz na grande desproteção social que atinge essa parcela da força de trabalho brasileira e, sobretudo, no renitente tratamento desigual recebido no que tange ao acesso e garantia de direitos trabalhistas”. Em 1943, elas não foram incluídas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Quase 30 anos depois, em 1972, ganharam lei normatizadora específica. Nem mesmo a Constituição Cidadã, de 1988, garantiu direitos iguais para trabalhadores domésticos e outros trabalhadores. Mobilizada, a categoria vem conseguindo avanços na última década, como a lei de 2001 que criou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro‐desemprego, ainda facultativos, a depender da escolha do empregador. Apenas em 2006, nova lei garante os direitos a férias de 30 dias (anteriormente estabelecida em 20 dias), estabilidade para gestantes, direito aos feriados civis e religiosos, e proibição de descontos de moradia, alimentação e produtos de higiene pessoal utilizados no local de trabalho.
Esta situação demonstra com transparência a importância das políticas públicas para qualquer esforço destinado a reduzir desigualdades sociais no país.
É por situações como esta que a Psicologia vem atuando com tanto interesse nos temas de políticas públicas, inseridas em um projeto de profissão que prioriza a garantia de direitos humanos a toda a população.
Saiba mais:
Em 2008, o Crepop realizou pesquisa sobre atuação de psicólogos em programas de atenção à mulher em situação de violência. Conheça aqui os resultados da pesquisa.
Fonte: Conselho Federal de Psicologia
Este boletim especial sobre o Dia Internacional da Mulher traz dados inéditos sobre a presença da mulher na profissão, construídos a partir de informações das psicólogas e psicólogos que participam das pesquisas do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop), além de dados nacionais que contextualizam o tema e análise sobre os impactos da violência sobre as mulheres.
1 - Efeitos psicológicos da violência
Uma em cada cinco mulheres foi agredida pelo menos uma vez e mais da metade das vítimas não procura ajuda, de acordo com pesquisa da Fundação Perseu Abramo. O levantamento, de 2001, aponta que 11% das brasileiras com 15 anos ou mais já foram vítimas de espancamento, e o marido ou companheiro haviam sido responsáveis por 56% desses casos de violência. Assédio moral e sexual, tráfico de pessoas, estupro e atentado violento ao pudor são exemplos de violência já tipificados no ordenamento jurídico brasileiro.
O combate à violência contra a mulher tem apresentado avanços, em especial com a aprovação da Lei Maria da Penha que, no entanto, recebe questionamentos nas instâncias jurídicas. No final de fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que, em caso de violência doméstica que provoque lesão corporal leve, a ação penal depende de representação da vítima, ou seja, depende de a mulher apresentar a denúncia.
Para o movimento de mulheres, e para o CFP, tal situação é um retrocesso, pois é sabido que uma das maiores dificuldades no combate à violência – sobretudo à doméstica – é o contexto em que ocorre essa violência, no qual as mulheres sofrem ameaças, temem pela sua família, e em muitos casos acabam abrindo mão dos processos após os momentos de violência.
“A Lei Maria da Penha tinha trazido uma mudança significativa nesse tema, que está agora sendo desafiada. São coisas que perpetuam violência e que precisamos enfrentar no Brasil”, afirma a conselheira do CFP, Jureuda Guerra.
Os efeitos psicológicos da violência contra as mulheres podem emergir em diferentes sintomas, que variam da violência física visível (machucados, aborto) a distúrbios emocionais, uso abusivo de álcool e outras drogas, isolamento, problemas no trabalho.
Danos das violências são freqüentes – tais como pesadelos repetitivos; ansiedade, raiva, culpa, vergonha; medo do agressor, quadros fóbico-ansiosos e depressivos agudos, queixas psicossomáticas, isolamento social e sentimentos de estigmatização.
Para na conselheira Jureuda Guerra, “as mulheres em situação de violência perdem com mais freqüência o emprego, têm mais dificuldades em negociar aumentos salariais e promoção na carreira profissional, principalmente por ficarem em dúvida com relação ao que seu parceiro irá pensar de sua promoção”, avalia Jureuda. Ela aponta também dificuldades para cuidar de si próprias, estudar e desenvolver formas de viver com conforto e autonomia, contribuindo ainda mais para seu sofrimento psíquico e social.
“Nossa experiência nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) nos faz perceber que a grande demanda, atualmente, é mulheres que têm na sua história situações de violência doméstica e familiar, que acaba se refletindo em sofrimentos psíquicos”. Para ela, as políticas públicas precisam olhar com mais atenção esses sofrimento e o perfil da população atendida, para conseguir realizar atendimentos que respondam às demandas reais dessas mulheres, algo ainda por ser construído no Brasil.
“Também notamos um forte uso de antidepressivos, sobretudo por mulheres entre 25 e 40 anos. Quando olhamos as histórias delas, encontramos muitas situações de violência doméstica”, avalia Jureuda, psicóloga e especialista em saúde mental e em saúde pública.
2- Relações de trabalho
Todos sabem que, no Brasil, mulheres ainda recebem menos que homens por trabalhos iguais. Além disso, as mulheres, em geral, ocupam posições mais precárias na hierarquia das ocupações e, consequentemente, têm rendimentos mais baixos.
Na Psicologia, infelizmente, o quadro de diferenças salariais entre homens e mulheres não é diferente. Não há dados nacionais atualizados, mas o relatório da participação dos psicólogos nas pesquisas sobre práticas em políticas públicas, realizadas pelo Crepop, trazem reflexões interessantes.
Dos 1427 psicólogos que responderam os questionários, cerca de 13% são homens e 87%, mulheres. O perfil levantou também informações sobre remuneração dos psicólogos participantes: quase um terço dos que responderam recebem entre R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00. Os homens, apesar de minoria, estão mais presentes nas faixas de renda mais altas. Na faixa de menor rendimento (até R$ 1.000,00), os homens são 9%. Na faixa de maiores rendimentos (de R$ 3mil a 4 mil e acima de R$ 4 mil), eles correspondem a 16 e a 19%, respectivamente.
“A condição feminina ainda está associada, na nossa sociedade, à desigualdade de oportunidades. A Psicologia, preocupada com a promoção de direitos, pode contribuir para a superação dessa situação, denunciando estas formas perversas de relação, nas quais a condição de mulher impõe uma situação de inferioridade na valorização do potencial de trabalho”, avalia Clara Goldman, conselheira secretária do Conselho Federal de Psicologia.
A proporção dos homens e mulheres que ocupam cargos de direção no ambiente de trabalho é outro indicador das diferenças. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), no Brasil, mesmo com uma maior escolaridade (média de 9,2 anos de estudos para mulheres e de 8,2 para homens, em 2008), a proporção de mulheres dirigentes (4,4%) ainda é inferior à proporção dos homens (5,9%), diferença que não se alterou desde a pesquisa anterior, de 2003.
Para o IBGE, a participação no mercado de trabalho é definida de acordo com a posição ocupada pelo trabalhador. “A posse, por exemplo, de uma carteira de trabalho assinada pelo empregador proporciona um conjunto de direitos sociais que os empregados sem carteira não possuem, resultando em desigualdades nas condições de vida. A análise dos dados sobre a posição na ocupação revela pontos importantes na questão de gênero. Na posição de trabalhador doméstico, seja com carteira ou sem carteira, 15,8% das mulheres ocupavam esta categoria, em 2008, em oposição aos homens, com apenas 0,8%”, afirma o instituto na publicação Síntese dos indicadores sociais, de 2009.
Outra atividade de trabalho preponderantemente realizada pelas mulheres, e praticamente invisível na sociedade, é a realização dos afazeres domésticos. Os dados do IBGE apontam que, do total das mulheres ocupadas, 87,9% declararam cuidar dos afazeres e do total dos homens, 46,1%. O número médio de horas na semana dedicado a esses afazeres é de 20,9 para as mulheres e de apenas 9,2 para os homens. “Esses resultados evidenciam de forma inegável as diferenças de gênero. Além das pressões exercidas pelo trabalho e da constante necessidade de qualificação profissional, a maioria das mulheres ocupadas ainda tem que se comprometer com a realização das atividades domésticas, principalmente, quando não contam com ajuda dos homens”, afirma o IBGE.
A situação das trabalhadoras domésticas também é exemplo importante do longo caminho que o Brasil precisa traçar até a igualdade de gênero. Elas são o maior contingente de trabalhadoras brasileiras, representando atualmente 15,8% da força de trabalho feminina ocupada, ainda que se perceba diminuição ao longo das últimas décadas. Segundo o IBGE, estas mulheres atuam em segmento que não tem seu valor econômico nem social reconhecido, o que o torna desprestigiado. “Essa desvalorização se traduz na grande desproteção social que atinge essa parcela da força de trabalho brasileira e, sobretudo, no renitente tratamento desigual recebido no que tange ao acesso e garantia de direitos trabalhistas”. Em 1943, elas não foram incluídas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Quase 30 anos depois, em 1972, ganharam lei normatizadora específica. Nem mesmo a Constituição Cidadã, de 1988, garantiu direitos iguais para trabalhadores domésticos e outros trabalhadores. Mobilizada, a categoria vem conseguindo avanços na última década, como a lei de 2001 que criou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro‐desemprego, ainda facultativos, a depender da escolha do empregador. Apenas em 2006, nova lei garante os direitos a férias de 30 dias (anteriormente estabelecida em 20 dias), estabilidade para gestantes, direito aos feriados civis e religiosos, e proibição de descontos de moradia, alimentação e produtos de higiene pessoal utilizados no local de trabalho.
Esta situação demonstra com transparência a importância das políticas públicas para qualquer esforço destinado a reduzir desigualdades sociais no país.
É por situações como esta que a Psicologia vem atuando com tanto interesse nos temas de políticas públicas, inseridas em um projeto de profissão que prioriza a garantia de direitos humanos a toda a população.
Saiba mais:
Em 2008, o Crepop realizou pesquisa sobre atuação de psicólogos em programas de atenção à mulher em situação de violência. Conheça aqui os resultados da pesquisa.
Fonte: Conselho Federal de Psicologia
Homenagem as nossa guerreiras - Mulheres
Por Lucio Costa,
Dignidade – Remando contra as leis e regras do mercado, as mulheres brasileiras caminham rumo a uma sociedade onde a recepção do mercado de trabalho seja mais justa e com a mesma proporção de salário oferecida para os homens. As mulheres ainda participam de um grupo chamado hipocritamente de “minoria”, mas são de fato quase 52% da população, e diariamente tem os seus afazeres de trabalho inexoravelmente maiores do que aos homens, com um reconhecimento menor que o ainda, hipocritamente, chamado de provedor do lar, o homem.
Indignação – Culturalmente, a feminilidade da mulher é algo de classe e status atribuídos a sua postura. Aquela mulher que de alguma forma, se apossa da prerrogativa que seria do homem, de brigar, correr atrás do prejuízo instaurado pelo mercado, impor seus pensamentos em pró ao coletivo, se submetendo à empregos que teoricamente seriam exercidos por homens, aquelas que não aceitam injustiça e nem que a figura da mulher seja veiculada pelos meios de comunicação de massa, somente com adjetivos de que mulher tem que ser bonita, elegante e rica, são consideradas mulheres frustradas e insensíveis perante a cultura predominantemente machista. Essa mulher, compromissada com o justo, ainda é minoria e a visão de mulher feminina, ainda não é atribuída a essas mulheres que se posicionam com indignação e contra esse estereotipo que define e limita a mulher.
Luta – É a palavra chave para a sociedade dita evoluída e, pelo menos em seu principio, democrática. Inverter a lógica do mercado e reconhecer as chamadas “minorias” é a obrigação da sociedade e as lutas em torno de gênero, etnia, igualdade racial e social é do coletivo e não de segmento. Os avanços, especificamente em torno da temática gênero, vem avançando significativamente no Brasil, haja visto o espaço que as mulheres, por luta própria, estão ocupando em cargos de altíssima competitividade como por exemplo um Ministério da República, que à 10 anos atrás era ocupada somente por homens.
Mérito – Os avanços e conquistas das mulheres passaram pela organização dos movimentos feministas brasileiros, que permitiram construções de propostas e intervenções, não somente do ponto de vista estatal, como socio-cultural. Os espaços ocupados hoje pelas mulheres, não vieram por seres iluminados, ou foram doados, mas muitos embates e em muitas vezes, sangue foram derramados para que as mulheres hoje, tivessem uma participação nas decisões de temas relevantes do país.
Acreditar – Eu acredito e a sociedade brasileira tem que acreditar em uma sociedade mais justa e igualitária, com mais distribuição de renda e respeito às diferenças. Estamos em um ano significativo e de extrema importância na decisão pela continuidade da minimização dessas lacunas sociais, uma vez que nos últimos 8 anos, o Brasil avançou em políticas inclusivas, afirmativas e com uma distribuição de renda já mais vista em toda história. A comemoração do dia Internacional das Mulheres representa o combate contra as desigualdades e permiti que o Brasil, seja pautado na superação de visões conservadoras por parte de quem detêm o poder econômico e lucra em cima dos direitos coletivos cerceados.
O futuro do país está em nossas mãos e esse ano, como em 1932, quando a mulher conquistou o seu direito de votar, poderemos registrar mais um marco e uma conquista incomparável na história, elegendo uma mulher para a presidenta do país.
Na figura da Ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, uma mulher que em sua biografia retrata e traduz fielmente o que é sofrer perseguição dessa sociedade pré-conceituosa, conservadora e mesmo assim sobreviveu; nesse ano decisivo para a continuação do desenvolvimento do país conquistado pelo Governo do presidente Lula, foi escolhida e nela atribuída, a responsabilidade e a confiança do presidente para conduzir, com toda competência já demonstrada através de sua gestão no Ministério, o Blog BOCA QUE FALA, deixa aqui uma homenagem a todas as mulheres e a todos os cidadãos que contribuem diariamente para que as diferenças sejam respeitadas.
Dignidade – Remando contra as leis e regras do mercado, as mulheres brasileiras caminham rumo a uma sociedade onde a recepção do mercado de trabalho seja mais justa e com a mesma proporção de salário oferecida para os homens. As mulheres ainda participam de um grupo chamado hipocritamente de “minoria”, mas são de fato quase 52% da população, e diariamente tem os seus afazeres de trabalho inexoravelmente maiores do que aos homens, com um reconhecimento menor que o ainda, hipocritamente, chamado de provedor do lar, o homem.
Indignação – Culturalmente, a feminilidade da mulher é algo de classe e status atribuídos a sua postura. Aquela mulher que de alguma forma, se apossa da prerrogativa que seria do homem, de brigar, correr atrás do prejuízo instaurado pelo mercado, impor seus pensamentos em pró ao coletivo, se submetendo à empregos que teoricamente seriam exercidos por homens, aquelas que não aceitam injustiça e nem que a figura da mulher seja veiculada pelos meios de comunicação de massa, somente com adjetivos de que mulher tem que ser bonita, elegante e rica, são consideradas mulheres frustradas e insensíveis perante a cultura predominantemente machista. Essa mulher, compromissada com o justo, ainda é minoria e a visão de mulher feminina, ainda não é atribuída a essas mulheres que se posicionam com indignação e contra esse estereotipo que define e limita a mulher.
Luta – É a palavra chave para a sociedade dita evoluída e, pelo menos em seu principio, democrática. Inverter a lógica do mercado e reconhecer as chamadas “minorias” é a obrigação da sociedade e as lutas em torno de gênero, etnia, igualdade racial e social é do coletivo e não de segmento. Os avanços, especificamente em torno da temática gênero, vem avançando significativamente no Brasil, haja visto o espaço que as mulheres, por luta própria, estão ocupando em cargos de altíssima competitividade como por exemplo um Ministério da República, que à 10 anos atrás era ocupada somente por homens.
Mérito – Os avanços e conquistas das mulheres passaram pela organização dos movimentos feministas brasileiros, que permitiram construções de propostas e intervenções, não somente do ponto de vista estatal, como socio-cultural. Os espaços ocupados hoje pelas mulheres, não vieram por seres iluminados, ou foram doados, mas muitos embates e em muitas vezes, sangue foram derramados para que as mulheres hoje, tivessem uma participação nas decisões de temas relevantes do país.
Acreditar – Eu acredito e a sociedade brasileira tem que acreditar em uma sociedade mais justa e igualitária, com mais distribuição de renda e respeito às diferenças. Estamos em um ano significativo e de extrema importância na decisão pela continuidade da minimização dessas lacunas sociais, uma vez que nos últimos 8 anos, o Brasil avançou em políticas inclusivas, afirmativas e com uma distribuição de renda já mais vista em toda história. A comemoração do dia Internacional das Mulheres representa o combate contra as desigualdades e permiti que o Brasil, seja pautado na superação de visões conservadoras por parte de quem detêm o poder econômico e lucra em cima dos direitos coletivos cerceados.
O futuro do país está em nossas mãos e esse ano, como em 1932, quando a mulher conquistou o seu direito de votar, poderemos registrar mais um marco e uma conquista incomparável na história, elegendo uma mulher para a presidenta do país.
Na figura da Ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, uma mulher que em sua biografia retrata e traduz fielmente o que é sofrer perseguição dessa sociedade pré-conceituosa, conservadora e mesmo assim sobreviveu; nesse ano decisivo para a continuação do desenvolvimento do país conquistado pelo Governo do presidente Lula, foi escolhida e nela atribuída, a responsabilidade e a confiança do presidente para conduzir, com toda competência já demonstrada através de sua gestão no Ministério, o Blog BOCA QUE FALA, deixa aqui uma homenagem a todas as mulheres e a todos os cidadãos que contribuem diariamente para que as diferenças sejam respeitadas.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Pesquisa da OIT mostra que mulheres trabalham cinco horas semanais a mais que os homens
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Mulheres trabalham cinco horas semanais a mais do que os homens, de acordo com estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje (4). As mulheres têm uma jornada total semanal de 57,1 horas, contando com 34,8 horas semanais de trabalho e mais 20,9 horas de atividades domésticos. Já os homens têm uma jornada total de 52,3 horas semanais, sendo 42,7 horas de jornada de trabalho e 9,2 horas semanais de atividades domésticos.
A diretora do escritório da OIT em Brasília, Lais Abramo, disse que a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho não foi acompanhada por uma reorganização das funções do trabalho doméstico entre homens e mulheres.
“Culturalmente, se atribui à mulher o cuidado quase que exclusivo com a casa e a família. Aqui, se tem uma coisa complexa que passa pela redefinição das relações entre homens e mulheres, uma parceria muito mais equilibrada entre os sexos no âmbito das famílias”, afirmou.
Outro dado importante da pesquisa mostra que parte significativa das mulheres trabalha como empregadas domésticas. Dos 42,5 milhões de mulheres que fazem parte da população economicamente ativa, 6,2 milhões são negras. Isso representa 15,8% do total da ocupação feminina. E, de acordo com o estudo, a maioria das trabalhadoras domésticas é negra.
Cerca de 20% das mulheres negras ocupadas trabalham como empregadas domésticas e 24% delas têm carteira assinada.
Para Lais, a desvalorização do trabalho doméstico está ligada a uma desvalorização das funções de cuidado na sociedade, no qual o trabalho doméstico se insere, e esse tipo de trabalho exige qualificação.
“As trabalhadoras domésticas são trabalhadoras como quaisquer outras, elas têm direito a uma regulamentação do seu trabalho, elas têm direito a uma proteção social, à licença-maternidade. O problema é que existe uma grande porcentagem de trabalhadoras sem contrato de trabalho”, afirmou.
O subsecretário de Ações Afirmativas da Secretaria de Promoção da Igualdade Racional (Seppir), Martius Chagas, disse que o empregador precisa ter consciência de que um empregado doméstico, com seus direitos assegurados, vai produzir muito mais.
“É um processo cultural que estamos conseguindo fazer com que no Brasil possa avançar. Acho que estamos no caminho, por mais que haja essa precarização do trabalho doméstico, onde as trabalhadoras estão na base da pirâmide. Mas acho que isso esta mudando. E também devemos levar em conta a própria capacitação, reorganização e qualificação desse trabalho”, disse Chagas.
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Mulheres trabalham cinco horas semanais a mais do que os homens, de acordo com estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje (4). As mulheres têm uma jornada total semanal de 57,1 horas, contando com 34,8 horas semanais de trabalho e mais 20,9 horas de atividades domésticos. Já os homens têm uma jornada total de 52,3 horas semanais, sendo 42,7 horas de jornada de trabalho e 9,2 horas semanais de atividades domésticos.
A diretora do escritório da OIT em Brasília, Lais Abramo, disse que a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho não foi acompanhada por uma reorganização das funções do trabalho doméstico entre homens e mulheres.
“Culturalmente, se atribui à mulher o cuidado quase que exclusivo com a casa e a família. Aqui, se tem uma coisa complexa que passa pela redefinição das relações entre homens e mulheres, uma parceria muito mais equilibrada entre os sexos no âmbito das famílias”, afirmou.
Outro dado importante da pesquisa mostra que parte significativa das mulheres trabalha como empregadas domésticas. Dos 42,5 milhões de mulheres que fazem parte da população economicamente ativa, 6,2 milhões são negras. Isso representa 15,8% do total da ocupação feminina. E, de acordo com o estudo, a maioria das trabalhadoras domésticas é negra.
Cerca de 20% das mulheres negras ocupadas trabalham como empregadas domésticas e 24% delas têm carteira assinada.
Para Lais, a desvalorização do trabalho doméstico está ligada a uma desvalorização das funções de cuidado na sociedade, no qual o trabalho doméstico se insere, e esse tipo de trabalho exige qualificação.
“As trabalhadoras domésticas são trabalhadoras como quaisquer outras, elas têm direito a uma regulamentação do seu trabalho, elas têm direito a uma proteção social, à licença-maternidade. O problema é que existe uma grande porcentagem de trabalhadoras sem contrato de trabalho”, afirmou.
O subsecretário de Ações Afirmativas da Secretaria de Promoção da Igualdade Racional (Seppir), Martius Chagas, disse que o empregador precisa ter consciência de que um empregado doméstico, com seus direitos assegurados, vai produzir muito mais.
“É um processo cultural que estamos conseguindo fazer com que no Brasil possa avançar. Acho que estamos no caminho, por mais que haja essa precarização do trabalho doméstico, onde as trabalhadoras estão na base da pirâmide. Mas acho que isso esta mudando. E também devemos levar em conta a própria capacitação, reorganização e qualificação desse trabalho”, disse Chagas.
Nota da Ulapsi em solidariedade aos povos chileno e haitiano
O Conselho Executivo da União Latino-Americana de Entidades de Psicologia (Ulapsi) divulgou ontem (1/03/2010) nota de solidariedade às catástrofes no Chile e no Haiti.
O Conselho Federal de Psicologia, membro da Ulapsi, une-se ao ato de solidariedade e reforça seu compromisso em atuar no campo das relações entre Dfesa Civil e Psicologia, com uma linha que reúna ações de prevenção a desastres, na perspectiva de garantir assistência integral à população por meio de assistência humanitária, levando em conta a reconstrução material, psicológica, histórica dos locais afetados.
Leia aqui a nota da Ulapsi:
Nuestra región, aún conmovida con la catástrofe de Haití, vuelve a sacudirse. Se pone al descubierto la fragilidad de una civilización agresiva contra la naturaleza. Hoy son nuestros hermanos y hermanas chilenas quienes sufren las secuelas de un terremoto de fuerza descomunal. Diversas regiones del país austral han sido impactadas por el sismo, que priva a muchos de sus vidas, y a otros de las condiciones mínimas para vivir. El drama abarca varios sectores de la población. Los más perjudicados son siempre los que menos tienen y no han logrado alcanzar la calidad de vida prometida en los países que han implementado un modelo neoliberal. Probablemente no podrán reponerse a tanta pérdida humana y material.
La Unión latinoamericana de entidades de Psicología (ULAPSI) hace patente su disposición a ayudar al pueblo de Chile, como lo ha expresado con el haitiano, a participar en cualquier tarea que se entienda necesario por el gobierno y el conjunto de instituciones de la sociedad civil. ULAPSI se pone a la disposición de las asociaciones gremiales de la Psicología en el país, y desde ya manifiesta su solidaridad incondicional.
El dolor impera hoy en el pueblo chileno. Pérdidas irreparables agobian a millones de personas. Muchos de nuestros colegas de profesión comparten esta triste situación. Llegue a todos y a todas nuestras condolencias y sentimientos de hermandad. Los psicólogos y psicólogas de América latina estamos junto a ustedes en esta hora difícil.
Hombro con hombro. Mano con mano. Pueblo chileno. Pueblos latinoamericanos.
CONSEJO EJECUTIVO DE ULAPSI
quinta-feira, 4 de março de 2010
O mundo, a arte e Jabor "em crise"
Parafraseando o título do livro O Mundo, o Homem e a Arte em Crise do intelectual de esquerda Mário Pedrosa, trotskista e fundador do PT, acho oportuno levantar considerações sobre as últimas frases e comentários do jornalista e cineasta Arnaldo Jabor, que vem soltando o verbo contra a esquerda e o governo Lula, utilizando a mídia para defecar palavras retrógradas e se posar de "Robin Hood" dos ricos.
Por Vandré Fernandes*
É sabido por todos que Jabor iniciou sua peregrinação no CPC da UNE, depois passou a fazer parte da escola Cinema Novo e realizou o bom filme-documental Opinião Pública. Sempre contestador, ele fez excelentes filmes como Pindorama, Toda Nudez Será Castigada, Eu Sei que Vou te Amar, entre outros. Aos poucos, Arnaldo Jabor foi migrando sua trajetória, inicialmente de esquerda – a qual nega, dizendo que eram apenas coisas de um jovem romântico – e vai se convertendo à direita, passando a endeusar os setores conservadores do país.
Recentemente, Jabor vem aproveitando seu espaço na TV Globo, na Folha de S.Paulo, na rádio CBN e em outros meios de comunicação para dizer do “medo” de eleger Dilma para a Presidência da República.
O que estaria por trás deste medo? E por que Lula fez um governo consequente e Dilma não fará?
Na verdade, o medo de Jabor é o mesmo medo de Regina Duarte nas eleições de 2002. Medo de ver um país com mais distribuição de renda, mais inclusão social, com mais autoestima de ser brasileiro. Jabor acha que, com Dilma na Presidência, o monopólio da mídia será quebrado, e ele teria dificuldade arrotar suas agruras na mídia. Talvez esteja com medo de que utilizem os mesmos meios para desqualificá-lo por suas condutas esquizofrênicas, por ser porta-voz de uma elite que vê ruir seus sonhos do "american way of life".
Jabor esteve presente no 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado em um luxuoso hotel de São Paulo pelo Instituto Millenium, que reuniu algumas dezenas de pessoas para discutir o tema pelo valor de R$ 500. Jabor discursou como se discursava na época da guerra fria, como se a ameaça comunista estivesse à beira de deflagar no país, ou seja, ele parou num tempo distante. Atacou os comunistas, atacou Dilma e convidou a todos para impedir que a pré-candidata petista chegue à Presidência.
Talvez Jabor não perceba os avanços obtidos no país na era Lula, e faz o jogo de depositar as conquistas alcançadas no último período ao governo de FHC, o que é uma dissimulação para não creditar os avanços do governo de Lula e de sua base aliada que conta, inclusive, com comunistas no Senado e na Câmara Federal.
O mundo mudou e avança para o futuro, o Brasil cresce e pode ser em breve a quinta economia do mundo. Cada dia mais pessoas no país deixam a linha da pobreza e ingressam na classe média. Jabor pode ter medo disso tudo. Mas o povo não. A última pesquisa eleitoral indica que o caminho a ser seguido é o mesmo iniciado em 2002.
Portanto, Jabor fala na TV, fala no rádio, escreve no jornal, mas não escuta o povo. E se de um lado temos um grande cineasta, do outro temos apenas um homem, um homem em crise.
*Vandré Fernandes, é documentarista e secretário municipal de Comunicação e Formação do PCdoB de São Paulo (SP)
Do Blog O Vermelho
Por Vandré Fernandes*
É sabido por todos que Jabor iniciou sua peregrinação no CPC da UNE, depois passou a fazer parte da escola Cinema Novo e realizou o bom filme-documental Opinião Pública. Sempre contestador, ele fez excelentes filmes como Pindorama, Toda Nudez Será Castigada, Eu Sei que Vou te Amar, entre outros. Aos poucos, Arnaldo Jabor foi migrando sua trajetória, inicialmente de esquerda – a qual nega, dizendo que eram apenas coisas de um jovem romântico – e vai se convertendo à direita, passando a endeusar os setores conservadores do país.
Recentemente, Jabor vem aproveitando seu espaço na TV Globo, na Folha de S.Paulo, na rádio CBN e em outros meios de comunicação para dizer do “medo” de eleger Dilma para a Presidência da República.
O que estaria por trás deste medo? E por que Lula fez um governo consequente e Dilma não fará?
Na verdade, o medo de Jabor é o mesmo medo de Regina Duarte nas eleições de 2002. Medo de ver um país com mais distribuição de renda, mais inclusão social, com mais autoestima de ser brasileiro. Jabor acha que, com Dilma na Presidência, o monopólio da mídia será quebrado, e ele teria dificuldade arrotar suas agruras na mídia. Talvez esteja com medo de que utilizem os mesmos meios para desqualificá-lo por suas condutas esquizofrênicas, por ser porta-voz de uma elite que vê ruir seus sonhos do "american way of life".
Jabor esteve presente no 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado em um luxuoso hotel de São Paulo pelo Instituto Millenium, que reuniu algumas dezenas de pessoas para discutir o tema pelo valor de R$ 500. Jabor discursou como se discursava na época da guerra fria, como se a ameaça comunista estivesse à beira de deflagar no país, ou seja, ele parou num tempo distante. Atacou os comunistas, atacou Dilma e convidou a todos para impedir que a pré-candidata petista chegue à Presidência.
Talvez Jabor não perceba os avanços obtidos no país na era Lula, e faz o jogo de depositar as conquistas alcançadas no último período ao governo de FHC, o que é uma dissimulação para não creditar os avanços do governo de Lula e de sua base aliada que conta, inclusive, com comunistas no Senado e na Câmara Federal.
O mundo mudou e avança para o futuro, o Brasil cresce e pode ser em breve a quinta economia do mundo. Cada dia mais pessoas no país deixam a linha da pobreza e ingressam na classe média. Jabor pode ter medo disso tudo. Mas o povo não. A última pesquisa eleitoral indica que o caminho a ser seguido é o mesmo iniciado em 2002.
Portanto, Jabor fala na TV, fala no rádio, escreve no jornal, mas não escuta o povo. E se de um lado temos um grande cineasta, do outro temos apenas um homem, um homem em crise.
*Vandré Fernandes, é documentarista e secretário municipal de Comunicação e Formação do PCdoB de São Paulo (SP)
Do Blog O Vermelho
Portal Brasil reúne cerca de 500 serviços de utilidade pública
Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Serviços e informações sobre ações e programas federais que antes estavam dispersas por diversos sites agora estão reunidos no novo Portal Brasil que pode ser acessado a partir de ontem (3) no endereço www.brasil.gov.br. Informações sobre como tirar a carteira de identidade, calendários de campanhas de vacinação e orientações sobre aposentadoria são exemplos dos conteúdos disponíveis.
Nesse endereço já era possível acessar informações relacionadas ao governo federal, mas a reformulação do site irá reunir cerca de 500 serviços.
Inicialmente, o portal terá 12 áreas de conteúdos temáticos: cidadania, saúde, educação, ciência e tecnologia, Brasil, cultura, economia, esporte, geografia, história, meio ambiente e turismo. Os conteúdos oferecidos serão segmentados para trabalhadores, estudantes, empreendedores e imprensa e há previsão de que sejam estendidos à idosos, crianças, servidores públicos e mulheres.
Haverá também uma área específica para o público do exterior como estudantes, investidores e turistas em inglês e espanhol.
O portal tem recursos para permitir o acesso por deficientes visuais e auditivos. Será possível, por exemplo, ampliar o tamanho das fontes ou trabalhar com contrastes na tela.
O Portal Brasil foi lançado ontem em uma cerimônia em Brasília, da qual participaram ministros e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula afirmou que com o portal “não haverá mais segredo, tudo será publicado para todos os brasileiros” e disse que o site será uma espécie de “Google nacional”, tamanha a quantidade de informações que reúne.
O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, destacou que o site traz facilidades ao agregar serviços e informações que antes estavam espalhados pelas páginas dos ministérios na internet. “O portal vem dar transparência, facilitar o acesso a serviços oferecidos e ampliar o conhecimento sobre o país.”
Durante o evento, o presidente Lula falou ao vivo com um estudante da Escola Municipal Casa Meio Norte, em Teresina (PI). No site, há um vídeo sobre a escola que é modelo na região. Ao conversar com uma professora da escola, o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que estava senta ao lado de Lula, se emocionaram.
Repórter da Agência Brasil
Serviços e informações sobre ações e programas federais que antes estavam dispersas por diversos sites agora estão reunidos no novo Portal Brasil que pode ser acessado a partir de ontem (3) no endereço www.brasil.gov.br. Informações sobre como tirar a carteira de identidade, calendários de campanhas de vacinação e orientações sobre aposentadoria são exemplos dos conteúdos disponíveis.
Nesse endereço já era possível acessar informações relacionadas ao governo federal, mas a reformulação do site irá reunir cerca de 500 serviços.
Inicialmente, o portal terá 12 áreas de conteúdos temáticos: cidadania, saúde, educação, ciência e tecnologia, Brasil, cultura, economia, esporte, geografia, história, meio ambiente e turismo. Os conteúdos oferecidos serão segmentados para trabalhadores, estudantes, empreendedores e imprensa e há previsão de que sejam estendidos à idosos, crianças, servidores públicos e mulheres.
Haverá também uma área específica para o público do exterior como estudantes, investidores e turistas em inglês e espanhol.
O portal tem recursos para permitir o acesso por deficientes visuais e auditivos. Será possível, por exemplo, ampliar o tamanho das fontes ou trabalhar com contrastes na tela.
O Portal Brasil foi lançado ontem em uma cerimônia em Brasília, da qual participaram ministros e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula afirmou que com o portal “não haverá mais segredo, tudo será publicado para todos os brasileiros” e disse que o site será uma espécie de “Google nacional”, tamanha a quantidade de informações que reúne.
O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, destacou que o site traz facilidades ao agregar serviços e informações que antes estavam espalhados pelas páginas dos ministérios na internet. “O portal vem dar transparência, facilitar o acesso a serviços oferecidos e ampliar o conhecimento sobre o país.”
Durante o evento, o presidente Lula falou ao vivo com um estudante da Escola Municipal Casa Meio Norte, em Teresina (PI). No site, há um vídeo sobre a escola que é modelo na região. Ao conversar com uma professora da escola, o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que estava senta ao lado de Lula, se emocionaram.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Manifestação contra o Ato Médico em Sorocaba - SP
Estudantes e profissionais da área de Psicologia, Enfermagem e Fisioterapia, realizaram ontem dia 02 em frente a fabrica da CASE em Sorocaba - SP, uma manifestação contra o Ato Médico.
O presidente Lula, juntamente com a Ministra da Casa Civil Dilma Roussef, vieram para a inauguração da fabrica.
O manifesto foi de apoio ao presidente Lula, mas teve como pano de fundo, um pedido para que o presidente, desse uma atenção especial, caso o projeto de Lei sobre o Ato Médico, fosse aprovado no Senado. Esse projeto de lei, caminha na contra mão dos princípios do SUS (Sistema Único de Saúde) e da OMS (Organização Mundial da Saúde), uma vez que centraliza atividades de outros profissionais da saúde, na área médica.
Caso o projeto seja aprovado pelo Senado, caberá ao presidente Lula, vetar ou sancionar esse projeto.
No dia 27 de fevereiro, no parque do Ibirapuera - SP, aproximadamente 20 mil pessoas registraram seu manifesto contra o Ato Médico.
Está marcada uma mobilização nacional contra o Ato Médico, para o dia 09/03 em vários lugares do Brasil.
Segue as fotos da mobilização em Sorocaba:
O presidente Lula, juntamente com a Ministra da Casa Civil Dilma Roussef, vieram para a inauguração da fabrica.
O manifesto foi de apoio ao presidente Lula, mas teve como pano de fundo, um pedido para que o presidente, desse uma atenção especial, caso o projeto de Lei sobre o Ato Médico, fosse aprovado no Senado. Esse projeto de lei, caminha na contra mão dos princípios do SUS (Sistema Único de Saúde) e da OMS (Organização Mundial da Saúde), uma vez que centraliza atividades de outros profissionais da saúde, na área médica.
Caso o projeto seja aprovado pelo Senado, caberá ao presidente Lula, vetar ou sancionar esse projeto.
No dia 27 de fevereiro, no parque do Ibirapuera - SP, aproximadamente 20 mil pessoas registraram seu manifesto contra o Ato Médico.
Está marcada uma mobilização nacional contra o Ato Médico, para o dia 09/03 em vários lugares do Brasil.
Conheça mais sobre o Ato Médico e confira as regiões do Brasil, onde acontecerá as atividades clicando AQUI
Segue as fotos da mobilização em Sorocaba:
Manifestação irreverente contesta o monopólio da mídia
Em contraponto ao 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado em luxuoso hotel de São Paulo pelo Instituto Millenium - comandado por poderosas empresas midiáticas, além de grandes bancos e indústrias –, movimentos montaram um verdadeiro circo na Alameda Santos, para denunciar a “palhaçada” que se armava dentro do hotel. Ironia e n irrevenrência marcaram o “Fórum de Rua Democracia e Liberdade de Expressão – contra a criminalização dos movimentos sociais”.
do Vermelho
“Hoje tem espetáculo? Tem sim, senhor!”. Com este tom irreverente, a manifestação “Fórum de Rua Democracia e Liberdade de Expressão – contra a criminalização dos movimentos sociais” montou um verdadeiro circo, nesta segunda-feira (1/3), em frente ao hotel Golden Tulip, onde ocorria o 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, que reuniu representantes da Veja, da Folha de S. Paulo, do Estadão, da Globo, entre outros, além do apoio da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional dos Jornais (ANJ). Para se inscrever em tal Fórum, o ingresso custava nada menos que 500 reais. Impossibilitados, portanto, de participar do debate diretamente com os “barões da mídia”, os movimentos resolveram protestar contra o oligopólio dos meios de comunicação em frente ao evento.
A chamada para o Fórum de Rua era “Se você também acha que a mídia é uma palhaçada, venha vestido a caráter”, e, assim, palhaços, bobos-da-corte e as mais diversas formas de caracterização, com direito a chapéus engraçados e narizes de palhaço, tomaram conta daquele trecho da Alameda Santos, junto a faixas e cartazes em defesa da liberdade de expressão para o povo.
Matéria do G1 noticiando o evento do Instituto Millenium informa que “A democracia e a liberdade de imprensa estão em perigo na América Latina e países como o Brasil e o Chile seriam os modelos a ser seguidos, segundo jornalistas latino-americanos opositores ao governo de seus países que participaram nesta segunda (1º), em São Paulo, do painel de abertura do 1º Fórum Democracia & Liberdade de Expressão”. Este foi o tom da cobertura de todos os grandes veículos de comunicação sobre o pomposo evento.
Os fujões da Confecom
"Eles fugiram do debate na Confecom e agora querem debater democracia e liberdade de expressão, que liberdade é essa? Deve ser a liberdade do monopólio", conclui o representante da Associação Vermelho Altamiro Borges, conhecido pelo movimento por Miro. O Fórum de Rua é uma iniciativa de entidades da sociedade civil que se organizaram para participar da Primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e agora decidiram manter um fórum permanente de debates. Esta é a primeira de uma série de manifestações de ruas e ações que este fórum pretende realizar, segundo Miro.
Durante a atividade, ao menos três viaturas da Polícia Militar se aproximaram dos manifestantes e se enfileiraram à frente do hotel. À presença da polícia, o representante do Intervozes João Brant ironizou: “quero agradecer a presença da polícia de São Paulo, pois de fato há muitos bandidos aí dentro deste hotel, como aquele que era presidente da RCTV, da Venezuela, e muitos outros... há muita gente perigosa aí, agradecemos vocês virem nos proteger”.
O Fórum de Rua contou com participação de diversas entidades da sociedade civil, como a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), o Coletivo Intervozes, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Associação Portal Vermelho, a Articulação Mulher e Mídia, a Marcha Mundial de Mulheres, a União da Juventude Socialista (UJS), a Revista Viração, o Conselho Regional de Psicologia, o sindicato dos Radialistas, entre outros.
terça-feira, 2 de março de 2010
20 mil pessoas prestigiam evento contra o PL do Ato Médico em São Paulo
Manifestação: 20 mil pessoas aplaudiram exemplo de democracia.
Coro afinado: estudantes e profissionais da Psicologia dizem não ao Ato Médico
Mãos atadas: os estudantes traduzem o que é o Ato Médico para os profissionais da saúde.
O evento, que começou às 10 horas da manhã, teve atendimento em biomedicina, fisioterapia, fonoaudiologia e optometria, entre outras especialidades, oferecido ao público por vários conselhos. O estande do CRP SP abriu espaço para que estudantes e profissionais, parlamentares e público em geral conhecessem mais sobre o PL do Ato Médico e firmassem um abaixo-assinado contra o PL. Cerca de 450 pessoas vieram do Interior, em ônibus e vans organizados pelas Subsedes.
O evento contou com apresentações artísticas e uma fala dos representantes dos Conselhos Regionais de Psicologia, Fisioterapia e Terapia ocupacional, Serviço Social, Biomedicina, Óptica e Optometria, Farmácia e Fonoaudiologia. Falando pelo CRP SP, a conselheira presidente Marilene Proença chamou a atenção do público para a necessidade de continuidade da mobilização contra a aprovação do PL do Ato Médico, ação que não deve se restringir aos profissionais envolvidos, mas ter também a participação da população em geral, a mais prejudicada caso o PL vire lei.
O evento ainda contou com participação especial do cantor e compositor Zeca Baleiro, que apresentou um show especial de uma hora e meia, encerrando o evento.
(Confira as fotografias aqui.)
Manifestação em Sorocaba
Na cidade de Sorocaba, cerca de 80 estudantes dos cursos de Psicologia, Enfermagem e Fisioterapia da Unip (Universidade Paulista) protestaram na manhã desta terça-feira, 2 de março, contra o projeto de lei do Ato Médico.
Os estudantes aproveitaram a presença do presidente Lula e de outros políticos na inauguração da nova fábrica da Case New Holland, chamando a atenção da mídia que esteve no local. Carregavam uma faixa que dizia: Sorocaba diz não ao ato médico
Fonte: Conselho Federal de Psicólogia.
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