segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Quando governador de SP, Serra vetou lei de incentivo à doação de medula óssea

Serra alegou que assunto compete à União; outros estados aprovaram lei semelhante

Por: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual
Está na ordem do dia da Assembleia Legislativa de São Paulo a votação da derrubada do veto de José Serra à lei que institui um programa de incentivo à doação de medula óssea em São Paulo. O projeto, de autoria do deputado Hamilton Pereira (PT), foi aprovado por unanimidade, mas o então governador o vetou totalmente. A justificativa: o assunto não é competência do estado. A votação ainda não entrou na pauta.

Em seu parecer contrário ao veto, o deputado João Barbosa (DEM), apresenta razões pelas quais “somos compelidos a discordar das razões elencadas pelo governador.” Segundo ele, a propositura dispõe sobre proteção e defesa da saúde, matéria cuja competência é conferida, concomitantemente, à União e aos estados, como determina a Constituição.

O projeto, conhecido como Promedula (PL 334), foi apresentado em 2004 com o objetivo de articular instituições e órgãos públicos paulistas em todas as etapas do transplante de medula óssea. Ou seja, despertar as pessoas para a importância de se cadastrarem como doadoras, orientar doadores e receptores e melhorar a eficiência dos serviços disponíveis por meio da integração de recursos institucionais, humanos, tecnológicos, administrativos, econômicos e financeiros para a ampliação do número de doadores de medula óssea.

“O veto é um grande prejuízo e precisa ser derrubado”, afirma Nerli Peres Gonçalves, fundadora da ONG Asa Morena, de Sorocaba, SP. “A lei tornará o tema mais conhecido e certamente aumentaria o cadastro de doadores e as chances de se encontrar um doadro compatível”. A entidade oferece apoio e informações a pessoas com leucemias e outras doenças diretamente ligadas ao sangue.

Outros governadores não pensam como Serra. Em 2009 foram aprovadas leis que incentivam a doação de medula óssea para salvar no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul.

O que é a medula óssea?

É o tecido encontrado no interior dos ossos, também conhecido popularmente como "tutano". Sua função é produzir as células sanguíneas: glóbulos brancos (responsáveis pela defesa do organismo contra agentes infecciosos, vírus, bactérias e corpos estranhas), glóbulos vermelhos (transportam o oxigênio dos pulmões para os tecidos e retiram o gás carbônico para ser eliminado pelos pulmões) e as plaquetas (atuam na coagulação e são essenciais contra hemorragias).

Quem precisa do transplante?

Pessoas com doenças que comprometem o funcionamento da medula óssea, como problemas no sangue, tumores, deficiências no sistema imunológico e alguns tumores sólidos e doenças auto-imunes, entre outras.

O transplante de medula óssea requer compatibilidade absoluta entre doador e receptor.

O doador compatível deve ser procurado em primeiro lugar na família, entre irmãos filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Mesmo assim, a chance de encontrar um irmão idêntico é de 25%. As chances serão maiores quanto maior for o número de irmãos. Quando não há doador compatível entre os irmãos ainda há chance de encontrar um doador na família. Aproximadamente 60% dos pacientes não encontram doador entre familiares e precisam buscar um doador compatível voluntário cadastrado no Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Para saber mais:

http://www.ameo.org.br/

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=677

http://www.asamorena.org.br

Fonte: Rede Brasil Atual

Conselho Federal de Psicologia repudia demissão da psicóloga Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S.Paulo

JOSÉ SERRA: LENDO O ARTIGO DA MARIA RITA KEHL E LOGO EM SEGUIDA MANDA DEMITI-LÁ


Nota do CFP em repúdio à demissão da psicóloga Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S.Paulo

Diante da agressão à liberdade de expressão cometida pelo jornal O Estado de S. Paulo contra a psicóloga e psicanalista Maria Rita Kehl, o CFP emitiu a nota a seguir. Para o Conselho, o jornal deu exemplo de produção de alienação pois, ao mesmo tempo em que se diz ameaçado em sua liberdade de expressão, impede a emissão de opinião por articulista que ali escrevia há anos.

Veja aqui o artigo de Maria Rita Kehl

Veja aqui entrevista da psicóloga e psicanalista ao Terra Magazine

Leia também artigo do jornalista Eugênio Bucci sobre o tema

Nota:

CFP repudia demissão da psicóloga Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S.Paulo

No dia 2 de outubro de 2010, a psicanalista e psicóloga Maria Rita Kehl, colunista do jornal O Estado de S. Paulo publicou artigo intitulado “Dois pesos” no qual questionou a desqualificação do voto da população pobre e fez comentários sobre o programa Bolsa Família, do governo Lula. O texto gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias e culminou com a demissão da colunista no dia 6 de outubro. Segundo ela, a justificativa dada pelo jornal foi que Maria Rita cometeu um “delito” de opinião.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) repudia a demissão de Kehl, solidariza-se a ela e externa preocupação com a atitude do Estadão que, ao demitir uma articulista que se posiciona de maneira contrária ao discurso do jornal, fere o direito à liberdade de expressão e de pensamento. Ou não é para garantir a diversidade de opiniões que os jornais, além de editoriais, publicam artigos?

A grande mídia tem acusado o governo de cercear a liberdade de expressão e o Estadão há meses questiona um processo de censura. Entretanto, a demissão da colunista expõe a fissura entre o discurso da mídia que se diz ameaçada em sua liberdade de expressão e suas práticas cotidianas, restritivas à liberdade de opinião.

Fonte: Conselho Federal de Psicologia

Programa de TV do LULA em 1998. Lembrando com o Brasil vivia com FHC e SERRA.

domingo, 17 de outubro de 2010

Serra nomeou filha de Paulo Preto em São Paulo


No primeiro mês como governador de São Paulo, José Serra (PSDB) nomeou uma filha do ex-diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, para cargo de confiança no Palácio dos Bandeirantes.
A jornalista Tatiana Arana Souza Cremonini foi contratada como assistente técnica de gabinete em decreto assinado por Serra em 29 de janeiro de 2007. Ela atua no cerimonial, com salário de R$ 4.595, com gratificações.

Souza foi levado ao epicentro da campanha eleitoral pela candidata Dilma Rousseff (PT) no debate da Band no último domingo. A petista, baseada em reportagem publicada pela revista "IstoÉ", disse que ele teria desviado R$ 4 milhões supostamente destinados ao caixa 2 da campanha tucana.
No debate, o tucano não respondeu à petista. No dia seguinte, em visita a Goiânia (GO), disse que desconhecia o acusado e que o episódio era um "factoide".
Na terça-feira, depois de a Folha publicar entrevista em que Vieira de Souza cobrava solidariedade dos tucanos, Serra saiu em defesa do ex-dirigente da empresa responsável por obras viárias como o Rodoanel e afirmou que a acusação era injusta.
Souza dirigiu o setor de engenharia da Dersa de 2007 até abril deste ano, quando foi exonerado durante a transição de Serra para Alberto Goldman.
 
OUTRO LADO
Em nota, a Secretaria de Comunicação do governo informou que Tatiana foi contratada por sua formação profissional e pela fluência em inglês e espanhol.
Serra, por meio de sua assessoria, afirmou que todos os processos para nomeação de servidores de confiança "são instruídos pelas secretarias responsáveis pela indicação, chegando às mãos do governador após processo de avaliação criterioso, como ocorreu nesse caso".
A assessoria do candidato sustenta que "o governo de SP possui mais de 6.000 cargos de livre provimento" e, por lei, as nomeações são assinadas pelo governador.
Questionado, o tucano não respondeu se conhecia o parentesco de Tatiana com o ex-diretor da Dersa na ocasião de sua nomeação.
O advogado José Luís Oliveira Lima, que defende Souza, disse que seu cliente comentaria a contratação da filha, mas não ligou de volta até a conclusão desta edição.
Nesta semana, o PT-SP questionou no Ministério Público a atuação de outra filha de Souza, Priscila Arana, como advogada de empreiteiras contratadas pela Dersa.
Em dezembro de 2009, a Folha revelou que ela defendia construtoras que executaram obras do Rodoanel.
Em 2007, Priscila e sua mãe, Ruth, emprestaram R$ 300 mil ao senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, para a compra de um apartamento. O tucano disse que quitou o empréstimo neste ano.

Fonte: UOL

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

José Serra - Por Marilena Chaui

Serra e a postura autoritária e antidemocrática.

“Cansei…Basta”! Vou votar no Serra, do PSDB.

Desculpem amigos, vou votar no SERRA.

Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.
Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares.

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega…

Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. ” É uma vergonha! “, como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro.

Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz.

Vergonha, vergonha, vergonha…
Cansei de ir em banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial, todos trabalhando de office-boys.

Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou “empreendedor” no Nordeste. Pode? Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo,SBT,Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da “Veja” passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo.

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito… Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.

Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula…

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim…
ou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase de graça e vender com altos lucros. Chega dessa baboseria politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco… Quem pode, pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa eu, se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça?

Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior.

Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no SERRA. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido.
“Quero minha felicidade de volta”.

Recebido por email - hahaha

Os amigos da Revista Veja!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

2º Turno: Dois caminhos, dois padrinhos.


A avaliação detalhada da trajetória, como dos projetos e do rumo que o Brasil pode trilhar a partir do ano que vem, é fundamental para que as pessoas entendam que seu voto tem um peso e uma responsabilidade impar nesse processo eleitoral e que é a partir da vontade popular, que o Brasil tomara um rumo, podendo ele ser positivo, ou negativo para o povo.

O que está em questão nesse segundo turno, não é qual dos candidat@s a presidência da república tem mais carisma, ou fala melhor. Tão pouco, resumir o processo eleitoral em apenas uma questão polemica e maniqueista( quem é contra ou favor do aborto?), como sendo o único problema que o Brasil tivesse para resolver. Ao contrário, esse tipo de questão só ajuda com que toda a complexidade de ser presidente do Brasil se resumisse em uma única decisão, desfalcando uma série de problemas sociais a serem resolvidos.

Dois candidatos. Dois rumos completamente diferentes.

Dilma Rousseff, representa nesse pleito, a continuidade do governo Lula. Governo esse que tem a maior avaliação positiva da história do Brasil.

José Serra, representa nesse pleito, também a continuidade. A continuidade do governo de Fernando Henrique Cardoso, que ao deixar a presidência da república, saiu do governo com uma das maiores avaliações negativas da história do Brasil.

Dilma Rousseff, no governo Lula, foi Ministra e uma das principais pessoas, que ajudou o Brasil a tirar 28 milhões de pessoas da miséria; coordenou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); implementou o maior programa de moradia da história do país o “Minha Casa, Minha Vida”; levou energia elétrica para mais de 10 milhões de pessoas através do programa “Luz para Todos”; junto com o presidente Lula, criou mais de 14 milhões de emprego; construiu mais de 214 Escolas Técnicas Federais; presidiu o Conselho Administrativo da PETROBRAS, colocando a empresa de petróleo brasileira como a segunda maior do mundo.

José Serra, no governo de FHC, foi Ministro e um dos responsáveis pela série de privatizações realizadas na década de 90. Foi o homem que intitulou a si, projeto de outras lideranças politicas, como por exemplo o projeto dos Remédios Genéricos que não era de sua autoria, mas no processo eleitoral ele se tornou. Foi o homem que estava com FHC, quando o governo tucano chamou os aposentados de vagabundos. Estava junto também, quando o FHC, deturpou o projeto do professor Paulo Freire e instalou no Brasil a chamada “Progressão Continuada” que passa as crianças de série, desde que elas não faltem, causando um prejuízo geracional, tendo como consequência hoje, os chamados analfabetos funcionais; foi um dos articuladores, para mudar o nome da PETROBRAS, para PETROBRAX, numa tentativa de atrair investidores estrangeiros, para vender a preço de banana (como fez com a VALE DO RIO DOCE), o que hoje é a segunda maior empresa de petróleo do mundo.

Dilma Rousseff, tem um padrinho politico empenhado na sua reeleição. Seu nome é LULA.

José Serra, tem um padrinho politico. Seu nome é FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.

A diferença dos dois padrinhos políticos são claras.
Serra diz que Dilma, se esconde atras de Lula, enquanto ele (Serra), tem vida própria e não precisa de padrinho.

O que José Serra esconde (e isso ele sabe fazer bem), é que não é que ele não tenha, ou não precise de padrinho politico. É que ele tem vergonha do padrinho politico que tem.
Uma das estratégias do PSDB na campanha de Serra, foi justamente essa, de esconder Fernando Henrique, pois achavam que se FHC aparecesse de mais na campanha de Serra, ele poderia atrapalhar a intenção de votos dos eleitores no candidato tucano.

Dilma, ao contrario do que o PSDB diz, faz questão que um dos melhores presidentes que esse país já teve, apareça e lhe peça votos. O medo do PSDB, é que realmente o Lula confia em Dilma, pois ela saberá, melhor que ninguém, continuar desenvolvendo e ofertando CIDADÂNIA a população brasileira.

O que tem de ficar claro e se fazer diferenciado, são esses dois projetos que hoje estão postos para o povo brasileiro decidir em qual dará continuidade.

O do PSDB de Fernando Henrique e Serra, ou o do PT de Lula e Dilma?

Eu estou com LULA E DILMA.

Lucio Costa
Blog BOCA QUE FALA

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Recordando Darcy Ribeiro: “essa gente quer vender o Brasil”

 No momento em que o tema das privatizações volta ao debate público nacional, vale a pena reler o que Darcy Ribeiro falou na época sobre a venda da Companhia Vale do Rio Doce, no dia 10 de janeiro de 1997, um mês antes de morrer. "Essa gente quer vender, quer entregar o Brasil porque acha melhor. Essa gente usa o Brasil, usa a Nação, para alcançar os seus objetivos", disse Darcy Ribeiro. A Vale acabou sendo privatizada no governo FHC por insistência do então ministro do Planejamento, José Serra, conforme relatou mais tarde o próprio Fernando Henrique.

 

 A Vale do Rio Doce foi privatizada no governo de Fernando Henrique Cardoso por insistência do então ministro do Planejamento, José Serra, conforme relatou o próprio por em entrevista à revista Veja (ver o vídeo). “Eu custei muito tempo para me convencer de que era necessário privatizar a Vale. Venho de outra formação e tinha resistência a isso. Pode ser uma boa empresa, pensava. Por que privatizar? (...) O Serra foi um dos que mais lutou pela privatização da Vale. Digo isso porque tem muita gente que diz que o Serra é estatizante. Não. A Light também foi o Serra que privatizou”, diz FHC na entrevista ao jornalista Augusto Nunes.

No momento em que o tema das privatizações volta ao debate público nacional, vale a pena reler o que Darcy Ribeiro falou na época sobre a Vale, um mês antes de morrer. O discurso abaixo foi feito por Darcy Ribeiro no dia 10 de janeiro de 1997, no Rio de Janeiro, durante um ato público contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce realizado no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Naquela ocasião, Darcy Ribeiro disse a amigos: “Vou ao ato na ABI pela Vale nem que seja carregado”. Ele foi de cadeiras de rodas e falou o seguinte:

Senhores membros da mesa, queridíssimos companheiros e amigos.

Preciso contar duas coisas de verdade: não sei se é porque estou velho, sentimental - não sei por que - não posso mais ouvir o Hino Nacional sem vontade de chorar! A segunda coisa que gostaria de dizer preliminarmente, em nome dos que estão aqui e de todos os brasileiros é o seguinte: um beijo na testa de Barbosa Lima Sobrinho!

Eu não vou chegar lá! Mas é muito bonito ver um brasileiro, o mais eminente dos patriotas brasileiros, que lutou todas as lutas brasileiras desses últimos 80 anos, vê-lo vivo comemorando os seus 100 anos. Por isso quero fazer esta pequena homenagem em nome de todos os brasileiros, tanto quanto posso representá-los...

O meu discurso vem agora: Por que é que o Presidente Fernando Henrique - um presidente tão culto, tão inteligente, tão agradável - é um presidente tão ruim! É incrível que Fernando Henrique se deixe dirigir pela pior gente que há, que é o economista! Basta dizer que se você pegar três deles, dos mais eminentes e colocá-los juntos para discutir qualquer assunto - eles vão discordar entre si. Eles sempre discordam em tudo porque não têm certeza de nada...

E Fernando Henrique só lê na cartilha dos economistas do BNDEs e do Ministério da Fazenda... É incrível! Eles são bisonhos, são jovens com a cabeça feita lá fora. Eles não têm nada de patriótico, eles não têm compromisso conosco. É gente que nunca fez nada na vida e nem é provável que venha a fazer. Essa gente quer vender, quer entregar o Brasil porque acha melhor. Essa gente usa o Brasil, usa a Nação, para alcançar os seus objetivos. Por isso que é importante que existam cabeças como a de Barbosa Lima Sobrinho...

Existe no mundo empresa mais exitosa para fazer mineração, tirando o minério das minas e transportando-o para os compradores do que a Vale do Rio Doce? Existe acaso empresa no mundo com o domínio da tecnologia mais avançada e mais alta do que a Vale? Existe alguma empresa no mundo com as técnicas de reflorestamento empregadas pela Vale? Existe empresa de mineração no mundo, pública, que seja mais lucrativa do que a Vale? Existe empresa que cuide melhor de seus trabalhadores? É claro que não! É por isso que precisamos defender a Vale. E saber que se ela for privatizada logo de cara 30% de seus trabalhadores serão despedidos.

Existe por acaso empresa melhor associada a outras para a exploração de minérios? É claro que não! Se Fernando Henrique tivesse respostas positivas a estas perguntas, que há empresas melhores do que a Vale, poderíamos entender a sua posição. De que a entrega da Vale estava certa. Mas nada disso existe! Entregar a Vale pura e simplesmente para a acumulação dos banqueiros é uma coisa criminosa!

Por isso temos que aprofundar esta campanha em defesa da Vale do Rio Doce tanto quanto possível, mostrando a Fernando Henrique, de todos os modos, que a Nação não aceita esta venda. A Vale é a segunda das empresas criadas através da sagacidade intensa, da capacidade imensa de Getúlio Vargas. Getúlio fez todo esforço para trazer para o Brasil empresas privadas que quisessem produzir aço. Getúlio sabia que só com um grande parque siderúrgico o Brasil poderia dar certo. Era preciso criar a matriz da indústria brasileira. E a "mater", a mãe da indústria brasileira, foi a Companhia Siderúrgica Nacional.

Sem a CSN não existiria indústria naval, indústria de automóveis, o Brasil não teria dado todos os passos imensos que deu, para o progresso. Volta Redonda foi negociada com Roosevelt como condição para o Brasil apoiar os Aliados na guerra. Pois a CSN foi entregue a três banqueiros. Quem pode confiar que três banqueiros agirão de acordo com a Nação e com os interesses do povo brasileiro? Ninguém!

Agora a segunda empresa também negociada por Getúlio pode ser vendida. Os ingleses queriam que enquanto continuasse a Segunda Guerra, enquanto durasse a guerra, o Brasil vendesse para eles, fiado, todo o minério de ferro que pudessem absorver. Getúlio aproveitou a oportunidade e fez um acordo pensando nos interesses do Brasil. Os ingleses passaram a propriedade que tinham sobre as jazidas de ferro em Minas Gerais com a condição de que o Brasil vendesse fiado para eles. E essa foi a origem, o início da grande Vale do Rio Doce que temos hoje.

Quando a Vale se instalou existiam outras empresas que se dedicavam a mineração, como a Hanna. E a Vale cresceu. É por isso que não há nada mais incompreensível, absurdo, criminoso, de lesa-pátria, do que esta tentativa do Governo de privatizar a Vale do Rio Doce .

(*) Este texto de Darcy Ribeiro nos foi enviado por OswaldoPeres Maneschy (maneschy@urbi.com.br)

Fonte: Emir Sader

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pedro Bial - "José Serra Fujão"

 "O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que “um filho seu não foge à luta”. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golpes militares da ...desgraçada história brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, “colocaram o rabinho entre as pernas” e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena. Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa. Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora. Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes!" Pedro Bial, jornalista.*

sábado, 9 de outubro de 2010

Quem está disputando as eleições? Serra ou FHC?


 O mesmo grupo político que assessorou Fernando Henrique Cardoso nas eleições que ele disputou com o Lula e que construiu várias mentiras contra Lula, para confundir a cabeça dos eleitores, como por exemplo: que se Lula fosse presidente, ele iria fechar as igrejas; que o Lula como presidente iria afundar a economia pois ele era analfabeto; que o Lula era ateu e iria desrrespeitar a liberdade religiosa, dentre outras mentiras......está agora assessorando Serra com a mesma linha mentirosa contra Dilma.

Será que FHC está querendo voltar ao poder e por estratégia, o PSDB está escondendo ele, por ele ter sido um dos presidentes com a pior avaliação da história do país? Eu não quero FHC! E vc?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Para Marilena Chauí, segundo turno não pode se tornar 'plebiscito sobre aborto'

Em ato pró-Dilma em São Paulo, a professora de filosofia da USP sugere que petistas deixem de atender à mídia

São Paulo – A filósofa Marilena Chauí fez palestra nesta sexta-feira (8), ao lado de intelectuais e membros do corpo docente da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (FDUSP) em um ato organizado para defender a candidatura da governista para a Presidência da República. Ela afirmou que o monopólio da imprensa no Brasil transforma a mídia em um agente antidemocrático e que a disputa não pode se tornar em um plebiscito sobre o aborto, baseado em boatos.

A maioria dos participantes usou seu espaço de discurso para, além de diferenciar os projetos de governo dos candidatos, fazer críticas ao comportamento da imprensa.
Marilena Chauí defendeu que lideranças de esquerda e do PT deixem de atender jornalistas da imprensa convencional, em uma espécie de boicote a pedidos de entrevista. "Para defender a liberdade de expressão é preciso não falar com a mídia", propõe Marilena Chauí. Ela acredita que a mídia dá espaço para figuras do partido e de movimentos sociais apenas para "parecer plural", mas promovendo um "controle de opinião" sobre o que é publicado.

A professora aludiu ao caso da dispensa da colunista Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S. Paulo. "A democracia não é simplesmente um regime da lei e da ordem", explicou, defendendo que é necessário haver diversidade de opinião na mídia. A professora esclareceu que não se pode permitir que três ou quatro famílias mantenedoras dos meios de comunicação pautem a agenda política do Brasil.

"Temos que impedir que o segundo turno das eleições se torne um plebiscito nacional sobre o aborto", definiu. Para ela, a cada semana é definida uma nova temática para o debate político – se referindo às discussões eleitorais levantadas recentemente, como a da liberdade de imprensa e a da religião.

O ato abordou questões referentes ao segundo turno das eleições. Sobre a definição do apoio do PV a José Serra (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT), o professor de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito Otávio Pinto e Silva ironizou: "Serra não precisa do PV, ele já tem o 'PVeja'". A referência à revista semanal da Editora Abril. Recentemente, Reinaldo Azevedo, colunista da Veja, assumiu a posição para a imprensa como partido de oposição no país.
Para o professor, a mídia jogou a favor do candidato tucano nesta campanha.

A necessidade de garantir espaço para a diversidade de opiniões foi defendido também pelo deputado federal reeleito pelo PT de São Paulo Paulo Teixeira: "Defendemos uma democracia com liberdade de imprensa e liberdade de opinião; nós queremos diversidade de opinião na imprensa brasileira". Para o ele, o governo nunca quis censurar a imprensa. "Isso nunca esteve no nosso horizonte", afirmou.

Fonte: Rede Brasil Atual